
AMEAÇA FEITA, SILÊNCIO TOTAL
PM some após discussão com traficante e polícia tenta juntar as peças
São Paulo — O que começou como uma discussão virou um mistério que preocupa investigadores e colegas de farda. O policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, está desaparecido desde a tarde de quarta-feira (7), depois de se desentender com um homem ligado ao tráfico na zona sul da capital paulista.
Segundo o boletim de ocorrência, a briga não foi apenas verbal. O traficante teria ameaçado o PM com uma frase direta e perigosa: expor sua condição de policial para a comunidade — algo que, em áreas dominadas pelo crime, costuma funcionar como sentença.
Fabrício estava de férias e chegou a avisar o irmão sobre o problema. Disse que iria “resolver a situação” e saiu de carro. Desde então, sumiu. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação, nenhum sinal.
No dia seguinte, a história ganhou contornos ainda mais sombrios: o carro do policial, um Ford Ka, foi encontrado totalmente carbonizado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Um detalhe que transformou preocupação em alerta máximo.
Testemunhas afirmam que Fabrício teria reencontrado o mesmo homem em uma adega da região e discutido novamente. Depois disso, o silêncio. A Polícia Civil entrou em campo, identificou um segundo veículo possivelmente envolvido — com galões cheirando a gasolina — e prendeu três suspeitos. Outros dois chegaram a ser ouvidos e liberados.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a perícia foi acionada e que as investigações seguem para esclarecer o que aconteceu e, principalmente, localizar o policial. A Polícia Militar também acompanha o caso e participa das buscas.
Por enquanto, o caso segue registrado como desaparecimento de pessoa e apreensão de veículo. As perguntas continuam no ar, enquanto a polícia corre contra o tempo.
Resumo do drama:
- Uma ameaça feita
- Um policial desaparecido
- Um carro queimado
- E respostas que ainda não apareceram
Porque, nesta história, o silêncio fala alto — e a investigação precisa falar mais rápido ainda.