Americano suspeito de exploração sexual infantil é detido em São Paulo

Americano suspeito de exploração sexual infantil é detido em São Paulo

Polícia aponta envolvimento em rede internacional de turismo sexual e compartilhamento de crimes contra crianças

Um cidadão norte-americano foi preso no centro de São Paulo nesta segunda-feira (22) sob suspeita de integrar uma rede de exploração sexual infantil ligada ao turismo sexual no Brasil. A prisão ocorreu durante a Operação Passaport, conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério da Justiça e das autoridades paulistas.

O investigado foi identificado como Floyd L. Wallace Jr. De acordo com os investigadores, ele fazia parte de um grupo conhecido como “Passport Bros”, formado por estrangeiros que utilizam recursos financeiros para explorar vulnerabilidades sociais em países da América Latina e do Sudeste Asiático. Em publicações nas redes sociais, o próprio suspeito se apresentava como “turista sexual”.

Segundo a apuração policial, o homem custeava suas viagens com dinheiro enviado por financiadores estrangeiros. Em troca, transmitia atos criminosos para outros integrantes da rede, ampliando o alcance das práticas ilegais.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes encontraram um dispositivo de armazenamento contendo material que, segundo a polícia, envolve abuso sexual de uma criança. O conteúdo está sendo analisado por perícia especializada para identificação de outras possíveis vítimas e para aprofundar a investigação.

Além disso, foram apreendidos celulares e equipamentos usados para produção de conteúdo digital, que podem ajudar a mapear a extensão da atuação do grupo criminoso.

Investigação começou com denúncia em aplicativo de transporte

As investigações tiveram início após um alerta feito por uma plataforma de transporte por aplicativo. Um motorista relatou uma corrida considerada suspeita, envolvendo duas adolescentes no Rio de Janeiro. Durante o trajeto, as jovens disseram que se encontrariam com um homem estrangeiro que não falava português — o mesmo que havia solicitado a corrida.

A partir dessa denúncia, as autoridades passaram a monitorar o suspeito, identificando o uso de nomes falsos e perfis digitais alternativos para dificultar o rastreamento. Outras corridas com características semelhantes também foram localizadas.

A prisão foi realizada pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Civil de São Paulo e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O caso segue sob investigação, e a polícia trabalha para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas, além de desarticular completamente a rede criminosa.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags