Após tumulto na CPMI do INSS, Carlos Viana afirma: “No voto, o governo saiu derrotado”

Após tumulto na CPMI do INSS, Carlos Viana afirma: “No voto, o governo saiu derrotado”

Comissão aprova requerimentos sensíveis, incluindo quebra de sigilos, e sessão termina em confusão entre governistas e oposição

Carlos Viana afirma que governo perdeu na votação da CPMI do INSS após confusão no Senado. Comissão aprovou requerimentos que ampliam investigação, incluindo medidas envolvendo Lulinha.

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, realizada nesta quinta-feira (26), terminou em clima de forte tensão no Congresso Nacional. Após uma série de votações que ampliaram o escopo das investigações, o presidente do colegiado, Carlos Viana, afirmou que o resultado deixou claro um revés para a base governista.

“No voto, o governo perdeu”, declarou o senador em entrevista coletiva, ao comentar a aprovação de diversos requerimentos apresentados pela oposição, entre eles pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Acusações de irregularidade e troca de acusações

O avanço das votações provocou reação imediata de parlamentares aliados ao governo, que acusaram Carlos Viana de suposta irregularidade na contagem dos votos. O senador rechaçou as críticas e negou qualquer tipo de manobra.

“Não houve fraude, não houve trapaça, absolutamente nada”, afirmou. Segundo ele, havia 31 parlamentares presentes no plenário, com apenas sete votos contrários aos requerimentos aprovados. O resultado, de acordo com Viana, reflete a maioria formada pela oposição dentro da comissão.

A confusão se intensificou com bate-boca entre senadores e deputados, levando à suspensão temporária da sessão.

“Vitória dos aposentados”, diz presidente da CPMI

Apesar do tumulto, Carlos Viana sustentou que o desfecho da votação representa um avanço concreto para os aposentados e pensionistas brasileiros, principais afetados pelas supostas irregularidades investigadas.

“Quem venceu hoje foi o povo brasileiro. A pauta aprovada permite que a CPMI avance sobre nomes importantes que têm contas a prestar. O foco é esclarecer os desvios e proteger quem depende do INSS”, declarou.

Questionado se a reação mais dura da base governista estava ligada especificamente ao requerimento envolvendo Lulinha, o senador respondeu que todos os investigados são tratados com o mesmo rigor.

“Não existe distinção por parentesco ou cargo. Para nós, todos os requerimentos têm o mesmo peso”, reforçou.

Investigação avança em meio a crise política

A CPMI do INSS segue marcada por embates políticos intensos, com disputas entre governo e oposição sobre o rumo das investigações. A aprovação dos requerimentos amplia a pressão sobre o Palácio do Planalto e sinaliza que a comissão deve continuar produzindo novos capítulos de desgaste político nas próximas semanas.

Enquanto isso, a base governista tenta questionar a legitimidade das votações, e a oposição aposta no discurso de que o Congresso está cumprindo seu papel fiscalizador diante de suspeitas de irregularidades que atingem diretamente o sistema previdenciário.

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