
Assassino de Charlie Kirk deixou mensagens gravadas em balas de fuzil, afirma FBI
Jovem de 22 anos foi denunciado pela própria família e amigos após confessar crime; prisão encerrou três dias de buscas em Utah
O FBI revelou, nesta sexta-feira (12), novos detalhes sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, aliado do ex-presidente Donald Trump. O suspeito, identificado como Tyler Robinson, de 22 anos, teria gravado frases provocativas e de deboche nos projéteis de fuzil usados durante o ataque.
Entre as mensagens estavam escritos como “toma essa, fascista”, “oh bella ciao, ciao” e até uma expressão típica de fóruns online: “notices bulges, OWO what’s this?”. Três cartuchos não disparados também foram encontrados com inscrições semelhantes, incluindo referências a símbolos de jogos eletrônicos.
A prisão de Robinson aconteceu após três dias de caçada policial, que mobilizou agentes federais e autoridades locais em Utah. O detalhe decisivo veio de onde ele menos esperava: amigos e familiares. Após ouvir a confissão do jovem, eles decidiram denunciá-lo. O próprio governador do estado, Spencer Cox, agradeceu publicamente a atitude:
— “Quero agradecer à família de Tyler Robinson. Vocês fizeram a coisa certa.”
Segundo a investigação, Robinson já havia comentado antes com pessoas próximas que planejava atacar Charlie Kirk, que estava em Utah para uma palestra a estudantes universitários. A execução do crime ocorreu na última quarta-feira (10), quando o ativista de 31 anos foi baleado no pescoço enquanto discursava na Utah Valley University.
A arma usada, um fuzil com mira, foi apreendida na quinta-feira (11). De acordo com o governador, também foram encontradas postagens em redes sociais do suspeito falando sobre o uso de fuzis.
Donald Trump, em entrevista à Fox News, disse acreditar que o suspeito seria condenado à pena de morte. Ele afirmou ainda que Robinson acabou se entregando após ser reconhecido por um pastor que também atua como policial e que alertou a família do atirador.
O caso segue em investigação pelo FBI, que classificou as inscrições nos projéteis como um misto de provocações políticas e referências da cultura digital.