Associação investigada por fraudes no INSS usou nomes de grandes empresas para validar cadastros

Associação investigada por fraudes no INSS usou nomes de grandes empresas para validar cadastros

CGU aponta que entidades como Uber e Caixa foram citadas indevidamente para legitimar biometrias de aposentados

Uma das associações envolvidas no esquema bilionário de fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) utilizou indevidamente nomes de grandes empresas para validar biometrias de novos filiados, segundo aponta relatório da Controladoria-Geral da União (CGU).

O documento revela que a Associação de Assistência Social à Pensionistas e Aposentados (AASPA) usou empresas como Uber, Serasa, Sicoob e Caixa Econômica Federal para dar aparência de autenticidade aos cadastros — mesmo sem qualquer vínculo formal com essas companhias. A CGU suspeita que essas organizações possam ter sido vítimas do mesmo grupo investigado.

As informações constam de um relatório sigiloso encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada há dois meses para investigar o escândalo de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

A AASPA é presidida por Anderson Ladeira Viana, ex-gerente do banco BMG. As assinaturas dos novos filiados foram processadas pela Dataqualify, empresa também pertencente a Viana. Além disso, a associação contratou a Deltafox, empresa de tecnologia, para validar as biometrias dos aposentados cujas mensalidades seriam descontadas diretamente da folha de pagamento.

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