
Até morto apareceu para votar: denúncia expõe suspeita de fraude em eleição interna do PT
Filiado falecido em 2023 teria “assinado” lista de presença e participado da escolha da direção estadual do partido no Paraná.
Na eleição interna do PT no Paraná, realizada este ano para escolher as direções nacional, estadual e municipal, um episódio inusitado — e grave — chamou atenção: o suposto voto de um militante que morreu em 2023.
A denúncia foi feita pela chapa O PT Mais Perto de Você, que disputa o comando estadual da legenda. O caso envolve Adão de Lima, filiado de Mandaguari (PR), que, segundo consulta à base da Receita Federal, faleceu no ano passado. Ainda assim, seu nome consta como presente na votação e, pasme, com assinatura registrada no caderno de presença.
Para o grupo denunciante, a assinatura foi falsificada, configurando fraude material no processo. O voto, no entanto, foi contabilizado normalmente.
Segundo a ata da votação, Mandaguari registrou 123 votos válidos: 118 (96% do total) para o atual presidente estadual do partido, deputado Arilson Chiorato, e apenas 5 (4%) para o adversário, Zeca Dirceu.
O caso não é isolado. Na semana passada, denúncias semelhantes surgiram na Bahia, onde também houve registro de votos atribuídos a filiados falecidos. No estado nordestino, os votos dos mortos foram anulados, mas as eleições nas cidades envolvidas foram mantidas.
A chapa denunciante afirma que só vai reconhecer oficialmente o resultado no Paraná após a Direção Nacional do PT analisar todos os recursos apresentados.