Ato da esquerda tenta esquentar a Paulista… mas mal dá para um jogo de pelada

Ato da esquerda tenta esquentar a Paulista… mas mal dá para um jogo de pelada

Com 15 mil pessoas conforme ONG e muito discurso inflamado, esquerda comemora “vitória” sobre ato bolsonarista de junho — mesmo sem encher nem metade da avenida

Depois de tanta falação sobre o “fracasso da direita”, a esquerda resolveu sair do Twitter e tentar mostrar força no asfalto. O resultado? Um ato na Avenida Paulista que reuniu cerca de 15,1 mil pessoas — número medido com precisão cirúrgica por drones, software e muita boa vontade acadêmica. O evento, realizado nesta quinta-feira (10), foi organizado por movimentos como o MTST e a Frente Povo Sem Medo, com bandeiras que iam desde a taxação dos super-ricos até críticas ao “tarifaço” do presidente americano Donald Trump.

Sim, é isso mesmo: enquanto o Brasil pega fogo em casa, a esquerda resolveu bater boca com um gringo do outro lado do continente.

Apesar de não lotarem nem um terço da avenida (quem já viu uma manifestação de verdade por lá sabe do que estamos falando), os organizadores comemoraram como se fosse o Carnaval fora de época da militância. Segundo os pesquisadores do “Monitor do Debate Político”, da USP, o público superou o do último ato pró-Bolsonaro, que teve 12,4 mil pessoas em junho. Ou seja, venceram por pouco mais de 2 mil cabeças — o que não daria nem para encher o setor amarelo do Morumbi.

No trio elétrico, figuras como Guilherme Boulos, Erika Hilton e Eduardo Suplicy discursaram como se estivessem liderando uma revolução. Boulos, por exemplo, mandou recado para a Faria Lima, para o governador Tarcísio e até para o Trump — numa mistura de palanque eleitoral, stand-up político e comício internacional. “O jogo está virando”, disse ele, num campo onde o placar segue zero a zero há tempos.

A deputada Amanda Paschoal também marcou presença, assim como cartazes com críticas ao Congresso e à elite econômica. O clima era de autoafirmação: “Somos os verdadeiros patriotas”, bradou Boulos, como se gritasse para uma arquibancada lotada — que, infelizmente, estava mais para torcida de time do interior numa quarta-feira chuvosa.

Nas redes, o governo Lula aproveitou o embalo e usou o engajamento digital como trunfo. A postagem de Lula teve o triplo de curtidas em relação a uma de Bolsonaro. Nada mal para um governo que vive dizendo que a direita só existe nas redes sociais, mas agora parece apostar exatamente nisso.

Se essa foi a maior manifestação de rua da esquerda em 2025, talvez o problema não esteja no bolsonarismo em crise… mas no próprio campo progressista, que não consegue mais mobilizar multidões nem com grito, pão com mortadela e discurso de resistência.

Enquanto isso, o povo segue assistindo de longe — tentando entender como é que a tal “nova política” ainda depende de drones para contar os poucos que aparecem.

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