PGR de Lula vira escudo: arquiva investigação e deixa escândalo no INSS correr solto

PGR de Lula vira escudo: arquiva investigação e deixa escândalo no INSS correr solto

Enquanto o rombo cresce, Procurador-Geral escolhe blindar ministros e manda acusação para o limbo da impunidade

No que parece uma aula prática de como blindar políticos enrolados, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, resolveu arquivar a denúncia feita pela senadora Damares Alves contra o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, o atual titular Wolney Queiroz, e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. A acusação? Prevaricação no escândalo dos descontos irregulares aplicados em aposentadorias – ou seja, negligência que prejudicou aposentados.

Mas, pasmem, Gonet alegou “falta de indícios” para sequer abrir um processo contra os envolvidos, mesmo com as evidências claras de que o esquema continuou firme e forte mesmo após denúncias, reuniões e alertas públicos. Segundo ele, supervisionar uma pasta com escândalo ativo não é “conduta individualizada” para responsabilizar ninguém. Ou seja, a culpa parece evaporar quando chega aos pés da PGR no governo Lula.

Enquanto isso, o rombo no INSS segue sendo investigado pela primeira instância, longe dos holofotes e das blindagens da alta cúpula. O ex-presidente do INSS, com celular apreendido e desbloqueado pela Polícia Federal, é quem está na mira — mas os ministros? Por enquanto, nada.

O argumento para a blindagem é que não dá para provar que os ministros agiram para benefício próprio — um critério tão restrito que, na prática, permite que políticos passem pano para irregularidades graves e continuem impunes.

Não bastasse o arquivamento, bolsonaristas já planejam chamar Lupi para prestar contas na CPMI do INSS, um colegiado que ainda nem foi instalado, com promessas de investigação que não deixem esse escândalo cair no esquecimento. Mas o governo tenta controlar até a relatoria para impedir que a oposição crie um espetáculo que evidencie o descaso e a leniência das autoridades atuais.

É impressionante: enquanto a esquerda bate no peito e condena a direita por “fracassos”, quando o escândalo explode sob seus narizes, a resposta é um silêncio cúmplice — e a PGR vira linha de frente para blindar os próprios. O verdadeiro desastre está aqui, no coração do governo, que passa a régua e deixa o problema para os “outros níveis” de investigação — que, convenhamos, não inspiram muito otimismo.

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