
Barroso aposta no fim do extremismo: “Está perto de ser empurrado para a margem da história”
Presidente do STF diz que julgamento da tentativa de golpe exige serenidade e defende uma política com espaço para diferentes visões
Às vésperas do julgamento da tentativa de golpe, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, reforçou a necessidade de equilíbrio diante das tensões que cercam o caso. Para ele, o maior desafio não está nas divergências políticas, mas no risco que o extremismo representa para a democracia.
“O que me preocupa não são as diferentes visões de mundo, mas o extremismo. E acredito que, em breve, vamos empurrar o extremismo para a margem da história. O que deve prevalecer é uma política saudável, com espaço para conservadores, liberais e progressistas, como a vida em sociedade deve ser”, afirmou Barroso nesta segunda-feira (1º).
O ministro reconheceu que o processo desperta pressões naturais, mas disse que a condução do STF precisa ser marcada por serenidade. Segundo ele, o Brasil tem condições de superar os episódios mais graves e consolidar um ambiente democrático menos hostil.