STF inicia julgamento histórico de Bolsonaro

STF inicia julgamento histórico de Bolsonaro

Mesmo fora do país no dia do ataque, ex-presidente é apontado como o cérebro por trás da suposta tentativa de golpe

O Supremo Tribunal Federal (STF) abre nesta terça-feira (2) um dos julgamentos mais marcantes da história recente: Jair Bolsonaro, o ex-presidente que não aceitou a derrota nas urnas e é acusado de ser o grande articulador da trama golpista de 2022.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele não foi apenas cúmplice — foi o “mentor e maior beneficiário” de um plano para destruir o Estado Democrático de Direito e permanecer no poder mesmo depois da derrota para Lula. O detalhe revoltante? No dia em que Brasília foi palco da destruição, Bolsonaro estava nos Estados Unidos. Mas, ainda assim, sua sombra pairava sobre os atos que quase mergulharam o país no caos.

Quem senta no banco dos réus?

Além do ex-presidente, outros sete nomes do chamado “núcleo duro” do bolsonarismo serão julgados: ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Todos acusados de orquestrar e sustentar o movimento que tentou calar as instituições brasileiras na marra.

O que está em jogo

Bolsonaro responde por crimes:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano ao patrimônio da União;
  • deterioração de patrimônio tombado.

Se condenado em todas as frentes, pode pegar até 43 anos de prisão.

Datas do julgamento

O STF marcou as sessões entre os dias 2 e 12 de setembro, sempre transmitidas pela TV Justiça e pelo g1.

  • 2/9 – 9h às 12h e 14h às 19h
  • 3/9 – 9h às 12h
  • 9/9 – 9h às 12h e 14h às 19h
  • 10/9 – 9h às 12h
  • 12/9 – 9h às 12h e 14h às 19h

O que pode acontecer

A decisão cabe à Primeira Turma do STF, formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Basta maioria simples para selar o destino do ex-presidente.

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