
Barroso quebra o silêncio, mas evita polêmica sobre cancelamento de vistos de ministros do STF pelos EUA
Presidente do Supremo diz levar o assunto a sério, mas prefere cautela diante da decisão do governo americano de barrar ministros e seus familiares
Durante uma entrevista em Fortaleza nesta segunda-feira (21), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, comentou com cautela sobre o recente cancelamento dos vistos americanos de ministros da Corte e de seus familiares. Ele afirmou que trata o episódio com “importância e seriedade”, mas evitou aprofundar o assunto.
A fala aconteceu logo após uma palestra na sede da OAB no Ceará. Questionado por jornalistas, Barroso disse estar atento ao que vem acontecendo, mas não quis se comprometer com declarações mais contundentes. “Ainda não é hora de comentar”, disse o ministro.
Barroso também aproveitou para esclarecer que não foi dele a frase “sempre haverá Paris”, que circulou nas redes sociais como uma suposta reação à medida anunciada pelo governo americano. “Nunca disse isso”, afirmou.
O cancelamento dos vistos foi comunicado na última sexta-feira (18) pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em nome do governo de Donald Trump. A decisão atingiu diretamente o ministro Alexandre de Moraes e outros sete integrantes do STF, além de parentes próximos.
Indagado sobre uma possível reação formal à medida, Barroso preferiu manter o tom diplomático. “Estamos observando os acontecimentos”, limitou-se a responder. Ele também se esquivou de comentar sobre uma suposta tentativa de interferência dos Estados Unidos no Judiciário brasileiro, dizendo apenas que o Supremo “segue cumprindo seu papel dentro do que determina a Constituição”.
A fala do ministro ocorre em meio à crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, alimentada por disputas comerciais e críticas mútuas entre lideranças políticas. Mesmo sob pressão e alvos de ataques constantes, Barroso tenta manter o STF à margem da guerra ideológica.
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