Bastidores da sucessão presidencial

Bastidores da sucessão presidencial

Hugo Motta condiciona apoio a Lula a sinais claros do governo

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deixou claro nesta segunda-feira (12/1) que o apoio à eventual candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não será automático. Segundo ele, a decisão passa por gestos concretos do governo e por uma construção política baseada em troca e diálogo.

Durante um evento em João Pessoa, na Paraíba, Motta afirmou que alianças políticas não se firmam no improviso.
“A política se constrói com reciprocidade. É preciso entender quais apoios e quais gestos estarão à mesa para, então, decidir quem apoiar”, disse o parlamentar, destacando que tudo deve ser feito com tranquilidade e respeito à população do estado.

A declaração ocorreu em um evento que contou com a presença do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, aliado de Motta. Na ocasião, foi anunciado o apoio do governo federal ao pré-carnaval da capital paraibana, gesto visto como parte da aproximação entre Brasília e lideranças locais.

Motta também sinalizou que, na Paraíba, o Republicanos tende a permanecer alinhado ao grupo político liderado pelo governador João Azevêdo (PSB), que mantém boa relação com o Planalto. Ainda assim, o deputado ressaltou que qualquer definição eleitoral dependerá de conversas mais amplas.

“Isso depende do presidente e do partido do presidente. O que estamos discutindo dentro do Republicanos, junto com o governador João Azevêdo e o vice-governador Lucas, é a construção de um projeto que realmente atenda às necessidades do nosso estado”, afirmou.

Com o primeiro turno das eleições marcado para outubro, o recado é claro: apoio político, para Motta, não é automático — é negociado.

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