Bispo no DF inclui “anticomunismo” em oração diante de 80 mil fiéis

Bispo no DF inclui “anticomunismo” em oração diante de 80 mil fiéis

Dom Adair José Guimarães, ao lado de Frei Gilson, associa comunismo a fome, guerra e doenças durante evento religioso

Na noite de sábado (30/8), o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, foi palco de um momento que uniu fé e política de forma direta. Durante o evento católico Desperta Brasil, que reuniu mais de 80 mil fiéis, o bispo Dom Adair José Guimarães, da Diocese de Formosa (GO), fez uma oração pedindo proteção contra a fome, as guerras, as doenças — e também contra o comunismo.

Ao lado do popular Frei Gilson, conhecido por milhões de seguidores nas redes sociais, Dom Adair declarou:
“Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida venha sobre vós a bênção que nos impede de ter fome, guerra, doença e o comunismo.”

As palavras arrancaram aplausos do público presente, mas, nas redes sociais, dividiram opiniões: enquanto alguns elogiaram a firmeza do bispo, outros criticaram a mistura de religião e discurso político.

Um bispo de falas polêmicas

Não é a primeira vez que Dom Adair ganha repercussão por suas declarações. Em outubro de 2024, ele afirmou que o Brasil vivia em “ditadura”, ao criticar a prisão de manifestantes envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.

Agora, ao colocar o comunismo no mesmo patamar de flagelos como a fome e as doenças, o bispo reforça sua postura alinhada a discursos políticos da direita, reacendendo o debate sobre o limite entre fé e ideologia em grandes eventos religiosos.

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