
“Bolsonaro está revoltado e não aceita a prisão”, afirma Flávio após visita
Senador diz que o pai está abalado, critica o limite de 30 minutos para visitas e cobra anistia diretamente ao comando do Congresso.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a Brasília na manhã desta terça-feira (25/11) para visitar o pai, Jair Bolsonaro, que segue detido na Superintendência da Polícia Federal. Ao deixar o local, Flávio descreveu o ex-presidente como “indignado” e “inconformado” com a situação em que se encontra.
Segundo ele, o encontro — limitado a 30 minutos, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF — foi marcado por desabafo e perplexidade. Bolsonaro, contou o senador, repete frases que revelam sua incredulidade:
“O que eu fiz para estar aqui? Meu governo fez uma transição tranquila…”
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também esteve no prédio da PF, mas os dois filhos precisaram fazer visitas separadas. Carlos já havia criticado abertamente as restrições impostas:
“É difícil aceitar que uma pessoa que consideramos inocente seja tratada como presidiário… Apenas 30 minutos de conversa. Para um pai e um filho, isso é uma faca no peito.”
Os motivos da prisão
Jair Bolsonaro está preso preventivamente por descumprir medidas cautelares e pelo risco de fuga, agravado pela tentativa de danificar a tornozeleira eletrônica. Além disso, já foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por coordenar a trama golpista após perder a eleição de 2022.
Pressão por anistia
Flávio também contou que Bolsonaro lhe fez um pedido explícito: pressionar os presidentes da Câmara e do Senado — Hugo Motta e Davi Alcolumbre — para que coloquem em votação o projeto de anistia aos envolvidos na tentativa de golpe.
“Ele pediu que insistíssemos com Motta e Alcolumbre. Foi um pedido direto dele”, afirmou o senador.
A família Bolsonaro e aliados do PL articulam uma reação política à prisão, enquanto o cenário jurídico se fecha cada vez mais contra o ex-presidente.