Bolsonaro minimiza apreensão de dinheiro: “14 mil dólares não é nada perto do que tenho no banco”

Bolsonaro minimiza apreensão de dinheiro: “14 mil dólares não é nada perto do que tenho no banco”

Ex-presidente diz que já teve R$ 17 milhões na conta e desdenha valor encontrado pela PF em sua casa

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou aos holofotes nesta segunda-feira (21) ao comentar a apreensão de US$ 14 mil (mais de R$ 77 mil) em sua casa durante uma operação da Polícia Federal. Em entrevista à jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, ele tratou o valor com desdém: “Você acha que 14 mil dólares é muita coisa? Eu tenho um bom recurso no banco”, afirmou.

Segundo Bolsonaro, o dinheiro é irrisório perto do que já movimentou em sua conta. “Tive R$ 17 milhões lá atrás com aquele negócio de Pix… caiu bastante por causa das despesas, mas ainda tenho um bom recurso. Então, esses 14 mil dólares não são quase nada”, declarou.

Durante a conversa, ele também ironizou o pen drive encontrado pela PF no banheiro de sua residência, dizendo ter sido informado de que o conteúdo era apenas “música gospel e foto de família”.

Em outro trecho da entrevista, Bolsonaro negou qualquer envolvimento com a tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros. “Isso é coisa do governo Trump. Querem colar isso em mim, mas é mentira”, disse. A fala marca um recuo em relação ao que afirmou na semana passada, quando se disse disposto a negociar pessoalmente com Trump — desde que tivesse o passaporte de volta e autorização do governo brasileiro.

Desde então, porém, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou medidas cautelares contra o ex-presidente, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão de seu passaporte.

Bolsonaro também desautorizou o filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a agir como representante do Brasil nas tratativas com os EUA sobre a tarifa. “Ele não pode falar em nome do governo”, disse, contrariando declarações anteriores em que apontava o filho como interlocutor direto nas negociações.

Mesmo proibido por decisão judicial de dar entrevistas transmitidas nas redes sociais, Bolsonaro segue falando. A entrevista com Sadi foi publicada no site G1, fora do escopo das redes — mais uma brecha usada pelo ex-presidente para continuar se posicionando publicamente.

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