
Bolsonaro pede cautela e humanidade à Justiça
Defesa solicita permanência no hospital até decisão sobre prisão domiciliar humanitária
Com previsão de alta médica para esta quinta-feira (1º), o ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal que permaneça internado no hospital onde está sendo tratado, em Brasília, até que haja uma definição sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado por seus advogados.
A solicitação foi encaminhada ao STF na madrugada do Ano-Novo e tem como objetivo evitar que Bolsonaro seja levado de volta à Superintendência da Polícia Federal antes da análise do caso pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
🏥 Recuperação ainda em andamento
No documento, a defesa argumenta que o ex-presidente passou por uma sequência de procedimentos médicos recentes e que seu estado clínico ainda inspira cuidados. Segundo os advogados, houve intercorrências pós-operatórias que exigem acompanhamento médico contínuo, o que torna prudente a permanência temporária no ambiente hospitalar até a decisão judicial definitiva.
Bolsonaro está internado desde o dia 24 de dezembro, véspera de Natal, no hospital DF Star. Desde então, já passou por cinco intervenções médicas, incluindo uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, exames endoscópicos e tratamentos para complicações como alteração de pressão arterial, apneia do sono e crises persistentes de soluços.
⚖️ Pedido busca evitar desgaste desnecessário
A defesa também avalia que o ministro relator pode solicitar parecer da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de prisão domiciliar, o que pode prolongar a análise. Diante disso, os advogados defendem que não faz sentido submeter Bolsonaro a uma transferência imediata para um ambiente prisional enquanto sua condição de saúde ainda está em recuperação.
Até o momento, o STF não se manifestou sobre o pedido de permanência no hospital nem sobre a solicitação de prisão domiciliar humanitária.
📌 Apelo por equilíbrio e sensatez
Para aliados e apoiadores, o pedido não representa privilégio, mas sim bom senso e respeito à condição humana, especialmente diante de um quadro clínico delicado e amplamente documentado por médicos.
Enquanto aguarda a decisão judicial, Bolsonaro segue sob cuidados médicos, com previsão de reavaliação antes da alta. A expectativa da defesa é que a Justiça leve em consideração não apenas os autos do processo, mas também a saúde e a dignidade do paciente.