Boulos diz que Lula esteve na corda bamba e cobra da esquerda: “É hora de voltar pro barro”

Boulos diz que Lula esteve na corda bamba e cobra da esquerda: “É hora de voltar pro barro”

Deputado reconhece dificuldades do governo nos últimos dois anos, mas aposta na reeleição de Lula e defende o retorno às bases e à disputa nas redes contra a extrema direita.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) esteve nesta segunda-feira (8) no Grande ABC como parte de um giro que vem fazendo por várias cidades brasileiras. A missão é clara: reorganizar o campo progressista e reerguer a esquerda diante do avanço da extrema direita, que, segundo ele, “colocou o governo Lula nas cordas” nos últimos dois anos.

Para Boulos, a direita radical dominou com rapidez e agressividade o ambiente digital. “Eles entenderam o jogo das redes, como funciona o algoritmo, e, sem qualquer pudor, espalham mentiras com uma facilidade assustadora. Enquanto isso, a esquerda ficou para trás, não só no Brasil, mas no mundo todo”, avaliou.

Mas ele acredita que o cenário começa a mudar. “A esquerda está saindo da defensiva. É por isso que estou viajando pelo país — para ajudar nesse contra-ataque digital e retomar o contato com as pessoas.”

Apesar das críticas à comunicação do governo, Boulos se diz confiante de que Lula vencerá as eleições de 2026. Ele reconhece que a aprovação atual é menor do que em seus governos anteriores, mas diz que, ao ser comparado com o bolsonarismo, o petista ainda é a escolha da maioria. “A extrema direita se organizou e sequestrou parte do debate público, mas quando a disputa se dá entre projetos, o povo escolhe Lula.”

O deputado apontou dois caminhos urgentes para fortalecer a esquerda: o primeiro é construir uma narrativa comum entre partidos, lideranças, militantes e influenciadores progressistas. O segundo, segundo ele, é voltar às origens da política de base.

“É hora de colocar o pé no barro de novo. Conversar com as pessoas fora do período eleitoral, como era feito aqui no ABC com os sindicatos e comunidades. Se a gente só aparece de quatro em quatro anos, viramos político tradicional, e é isso que a direita quer que a gente seja”, afirmou.

Boulos também defendeu o governo Lula das críticas sobre a queda de popularidade, destacando que o cenário atual é bem diferente dos tempos passados. “Nos governos anteriores não havia uma extrema direita articulada, nem um Congresso que sequestra R$ 60

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