
Boulos exige que PF demita Eduardo Bolsonaro por crimes graves
Enquanto ignora responsabilidades, Eduardo segue protegido; aliados do governo pedem punição imediata para o filho de Bolsonaro
O deputado Guilherme Boulos, aliado do presidente Lula e voz ativa da esquerda, não está disposto a deixar passar em branco as ações do deputado federal Eduardo Bolsonaro. Nesta segunda-feira (28), Boulos protocolou um pedido formal à Polícia Federal para que Eduardo seja imediatamente exonerado do cargo que ocupa na instituição — mesmo estando licenciado desde que assumiu seu mandato no Congresso.
Na representação enviada ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Boulos acusa Eduardo de uma série de crimes gravíssimos: coação durante investigações, obstrução da justiça, tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito e até crimes contra a soberania nacional. Para Boulos, o filho de Bolsonaro está usando sua influência para atuar contra o próprio Brasil, articulando sanções econômicas e pressões junto ao governo dos Estados Unidos, numa clara tentativa de interferir em processos judiciais no país.
Além disso, Boulos denuncia que Eduardo causou prejuízos aos cofres públicos e ao patrimônio nacional por suas negociações envolvendo tarifas impostas pelos EUA. Essas condutas, conforme o documento, configuram infrações disciplinares graves dentro da administração pública e merecem punição severa.
Enquanto isso, Eduardo segue com sua licença na Câmara e enfrenta o risco de perder o mandato caso não retorne após o recesso parlamentar, previsto para terminar no começo de agosto. Porém, seus aliados já estudam formas de manter sua influência, incluindo possíveis indicações em governos estaduais.
A situação mostra, mais uma vez, como o governo e seus aliados se recusam a punir os próprios e preferem proteger figuras que agem contra os interesses do país. A cobrança é clara: Eduardo Bolsonaro deve ser responsabilizado imediatamente — o Brasil não aguenta mais essa impunidade escancarada.