
Brasil desperdiça pênalti, é eliminado pela Noruega e Bruno Guimarães entra para lista histórica de cobranças perdidas em Copas
Cobrança defendida por Orjan Nyland aos 13 minutos do primeiro tempo muda o rumo da partida, gera repercussão nas redes sociais e coloca o volante ao lado de Zico, Patesko e Waldemar de Brito entre os brasileiros que desperdiçaram pênaltis durante o tempo normal de uma Copa do Mundo
A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 começou a ganhar contornos dramáticos ainda no primeiro tempo do confronto contra a Noruega, disputado neste domingo (5), no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos. O momento que poderia colocar o Brasil em vantagem acabou se transformando em um dos lances mais marcantes da campanha: o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães aos 13 minutos da etapa inicial.
A penalidade foi marcada após revisão do VAR, que confirmou a falta do zagueiro Kristoffer Ajer sobre Matheus Cunha dentro da área. A expectativa era de que o Brasil abrisse o placar e controlasse a partida. No entanto, Bruno Guimarães bateu no canto direito e viu o goleiro norueguês Orjan Nyland fazer uma defesa decisiva, mantendo o empate e mudando completamente o panorama do jogo.
O erro teve peso ainda maior porque a Seleção Brasileira criou diversas oportunidades ao longo da partida, mas voltou a sofrer com a falta de eficiência nas finalizações. Enquanto os brasileiros desperdiçavam chances claras, a Noruega contava com a eficiência de Erling Haaland, que marcou duas vezes no segundo tempo e garantiu a vitória por 2 a 1, classificando sua seleção às quartas de final pela primeira vez na história.
Neymar, que entrou durante a segunda etapa, ainda diminuiu o placar nos acréscimos ao converter um pênalti, mas o gol veio tarde demais para evitar a eliminação brasileira.
Além da derrota, Bruno Guimarães passou a integrar uma lista extremamente rara na história da Seleção Brasileira. O volante tornou-se apenas o quarto jogador brasileiro a desperdiçar uma cobrança de pênalti durante o tempo regulamentar de uma Copa do Mundo. Antes dele, apenas Waldemar de Brito, em 1934 contra a Espanha; Patesko, em 1938 diante da Suécia; e Zico, nas quartas de final contra a França, em 1986, haviam falhado em cobranças semelhantes.
No histórico geral dos Mundiais, considerando também disputas por pênaltis, o volante tornou-se o 11º brasileiro a desperdiçar uma cobrança em Copas. A última vez que isso havia acontecido durante o tempo normal de uma partida foi justamente com Zico, há quatro décadas.
Nas redes sociais, o lance rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do país. Muitos internautas criticaram a escolha de Bruno Guimarães como cobrador e lamentaram a oportunidade desperdiçada logo no início do jogo. Outros fizeram comentários em tom de humor associando o fato de a cobrança ter acontecido aos 13 minutos ao número eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT). Entre eles, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) publicou uma mensagem fazendo referência ao minuto da cobrança e ao resultado do lance. Diversos usuários da plataforma X seguiram a mesma linha, utilizando memes e brincadeiras sobre a coincidência numérica.

Independentemente das reações nas redes sociais, dentro de campo o desperdício teve consequências esportivas importantes. O Brasil deixou escapar a chance de abrir vantagem diante de um adversário que se mostrou extremamente organizado defensivamente e contou com uma atuação inspirada de Orjan Nyland. O goleiro foi um dos grandes nomes da partida, realizando diversas defesas importantes e frustrando o ataque brasileiro durante praticamente todo o confronto.
A derrota por 2 a 1 também ampliou um incômodo retrospecto da Seleção Brasileira contra equipes europeias em Copas do Mundo. Pela sexta edição consecutiva, o Brasil foi eliminado por uma seleção do continente, aumentando o jejum pelo hexacampeonato mundial, que agora ultrapassa 24 anos.
O pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães acabou simbolizando uma noite de oportunidades desperdiçadas. Em uma Copa do Mundo, onde detalhes costumam definir o destino das seleções, a cobrança defendida por Nyland tornou-se um dos episódios mais lembrados da eliminação brasileira, reforçando a máxima do futebol de que chances perdidas costumam cobrar um preço alto — e, desta vez, custaram a permanência do Brasil no sonho do hexacampeonato.