
Carnaval milionário: Rio injeta mais de R$ 123 milhões nas escolas de samba em 2026
Grupo Especial concentra maior parte dos recursos públicos
O brilho da Marquês de Sapucaí não vem só das fantasias e dos refletores. Em 2026, as escolas de samba do Rio de Janeiro receberam ao menos R$ 123,6 milhões em recursos públicos para colocar o espetáculo na avenida. O valor reúne verbas federais, estaduais e municipais, destinadas tanto aos desfiles quanto à operação do Carnaval.
A maior fatia ficou com o Grupo Especial, que concentrou R$ 77,8 milhões do total — mostrando que, quando o assunto é a elite do samba, o investimento também desfila em carro alegórico de primeira classe.
De onde vem o dinheiro?
No âmbito federal, a Embratur destinou R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial, reforçando o discurso de promoção internacional do turismo brasileiro.
Já o Governo do Estado do Rio de Janeiro repassou R$ 60 milhões, divididos da seguinte forma:
- R$ 40 milhões para o Grupo Especial e para a operação da Sapucaí;
- R$ 16 milhões para a Série Ouro;
- R$ 4 milhões para as Séries Prata e Bronze.
A Prefeitura do Rio de Janeiro contribuiu com R$ 51,6 milhões:
- R$ 25,8 milhões para o Grupo Especial;
- R$ 14,8 milhões para a Série Ouro;
- R$ 11 milhões para as Séries Prata e Bronze.
Quanto cada escola recebeu?
Segundo a Riotur, cada uma das 12 escolas do Grupo Especial recebeu R$ 2,15 milhões apenas da prefeitura. A organização dessa divisão é responsabilidade da Liesa.
Na Série Ouro, coordenada pela Liga RJ, cada uma das 15 agremiações recebeu R$ 988 mil do município.
Um investimento que cresce
Para efeito de comparação, em 2025 o total informado de recursos públicos estaduais e municipais para o Carnaval foi de pelo menos R$ 107,66 milhões. Em 2026, o valor ultrapassa essa marca, mostrando que a aposta no Carnaval como motor econômico e vitrine cultural segue firme.
Entre tamborins, passistas e carros alegóricos monumentais, o espetáculo mantém sua força — sustentado não apenas pelo talento das comunidades, mas também por um robusto investimento público. Afinal, no Rio, o Carnaval é mais do que festa: é indústria, identidade e, como mostram os números, também prioridade orçamentária.