
Caso Bolsonaro cruza fronteiras
Damares arregaça as mangas, pega o passaporte e leva denúncia aos EUA
Quando o assunto é defesa do que acredita, Damares Alves não fica só no discurso. Após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha, em Brasília, a senadora decidiu ir além do território nacional e levar o caso direto para Washington, nos Estados Unidos.
Damares articula uma reunião na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, marcada para a próxima segunda-feira, com o objetivo de denunciar o que classifica como uma grave violação de direitos humanos contra Bolsonaro. Segundo ela, o episódio ultrapassa o campo jurídico e entra no terreno da dignidade humana.
Sem rodeios, a senadora afirmou que o ex-presidente, já em idade avançada e com a saúde fragilizada, não deveria estar em um ambiente prisional. Para Damares, manter Bolsonaro longe do convívio familiar e sob condições que exigem cuidados constantes é um risco que não pode ser ignorado. Em bom português: não é só política, é humanidade.
A parlamentar também reforçou que a defesa e os apoiadores do ex-presidente seguem defendendo a prisão domiciliar como alternativa mais segura e responsável. Na visão dela, permitir que Bolsonaro cumpra medidas em casa seria uma forma de preservar a vida e respeitar direitos básicos.
Enquanto isso, a decisão de transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que afirmou que a custódia ocorre dentro da lei e em condições consideradas diferenciadas, levando em conta o cargo que Bolsonaro ocupou. Ainda assim, para Damares, o debate não se encerra nas paredes do Judiciário brasileiro.
Com postura firme e discurso direto, a senadora mostra que não pretende assistir aos acontecimentos de braços cruzados. Ela leva o caso aos fóruns internacionais com a convicção de quem acredita estar cumprindo uma missão: denunciar, questionar e cobrar atenção para aquilo que considera uma injustiça.
E assim, entre Brasília e Washington, Damares segue fazendo o que já virou sua marca registrada: levantar bandeiras, provocar debate e lembrar que, para ela, direitos humanos não têm fronteira — nem hora marcada.