Chuva, Cores e Coragem: Parada LGBT+ em SP vira palco de protestos e celebração da diversidade

Chuva, Cores e Coragem: Parada LGBT+ em SP vira palco de protestos e celebração da diversidade


Com o tema “Envelhecer é um ato de resistência”, 29ª Parada LGBT+ reúne milhões na Paulista, critica guerras, Bolsonaro e exalta a força de quem persiste

Em meio a pancadas de chuva e um mar de bandeiras coloridas, a Avenida Paulista voltou a pulsar neste domingo (22) com a 29ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Longe de ser apenas uma festa, o evento se firmou como uma manifestação política carregada de emoção, resistência e críticas. Discursos inflamados miraram a guerra no Oriente Médio, o ex-presidente Jair Bolsonaro e até a polêmica escalação do Brasil no 6×1 contra o Uruguai — tudo isso em um só desfile, onde a diversidade brilhou com intensidade.

Entre os que marcaram presença estava Eduardo Suplicy, 84 anos, figura histórica da esquerda e defensor dos direitos humanos, que caminhou entre os trios elétricos ao lado de jovens ativistas e representantes de movimentos sociais. A chuva não intimidou ninguém. Ao contrário, deu o tom da resiliência que o tema deste ano — “Envelhecer é um ato de resistência” — fez questão de reforçar.

A proposta da Parada em 2025 foi mais do que uma celebração da juventude LGBTQIA+: ela jogou luz sobre a trajetória de quem resiste há décadas à invisibilidade e ao preconceito. Com a presença de lideranças LGBTQIA+, artistas e organizações sociais, a mensagem era clara — ninguém será deixado para trás, seja por idade, identidade ou história.

Discursos nos trios lembraram o papel das políticas públicas inclusivas e cobraram ação do governo Lula em pautas urgentes para a comunidade, como saúde, segurança e educação voltadas à população LGBTQIA+. Além disso, críticas diretas à militarização e às recentes ofensivas internacionais ecoaram nos alto-falantes, transformando a Parada em um megafone coletivo contra as guerras e a intolerância.

A multidão, que tomou conta da avenida com alegria e irreverência, mostrou que mesmo em tempos de retrocessos, a luta continua. Entre glitter e cartazes, ficou a certeza de que amor, memória e coragem são armas poderosas — e que resistir, hoje, é um ato revolucionário.

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