
Contradição no ar: Cid diz que Filipe Martins não viajou com Bolsonaro aos EUA
Declaração desmente argumento da PF que justificou prisão preventiva do ex-assessor
Durante depoimento ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (14), o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência, não acompanhou Jair Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos no fim de 2022. A revelação entra em rota de colisão com uma das justificativas apresentadas pela Polícia Federal para a prisão preventiva de Martins.
Segundo a PF, a suposta fuga do país junto com Bolsonaro teria sido usada como indício de tentativa de obstrução da Justiça. Filipe Martins foi preso em fevereiro de 2024 na operação Tempus Veritatis, que apura a articulação de uma tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de Bolsonaro. Ele acabou sendo libertado em agosto do mesmo ano por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Agora, com a nova versão apresentada por Cid — que tem colaborado com as investigações — o caso ganha mais um ponto de tensão, levantando dúvidas sobre a consistência de parte das acusações que fundamentaram a prisão do ex-assessor.
O quebra-cabeça do pós-eleição continua ganhando peças, e algumas delas começam a não se encaixar.