CPI do Crime Organizado avança e amplia apurações com convites a ministros do STF e convocação de banqueiro

CPI do Crime Organizado avança e amplia apurações com convites a ministros do STF e convocação de banqueiro

Colegiado do Senado aprova convites a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, convoca Daniel Vorcaro e autoriza pedidos de quebra de sigilo ligados ao caso Banco Master

A CPI do Crime Organizado, em funcionamento no Senado, deu um passo decisivo nesta quarta-feira (25) ao aprovar uma série de requerimentos que ampliam o alcance das investigações. Entre as medidas, estão os convites para que os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli prestem esclarecimentos ao colegiado. Também foi convidada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes.

Embora os convites não sejam de comparecimento obrigatório — diferentemente das convocações —, a decisão sinaliza o interesse dos senadores em ouvir diretamente autoridades envolvidas ou citadas em desdobramentos do caso que envolve o Banco Master.

O colegiado aprovou ainda a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, além de seu ex-sócio Augusto Lima, figuras centrais nas apurações. Familiares do ministro Dias Toffoli, que tiveram seus nomes associados ao caso em reportagens recentes, também foram chamados a depor.

Outro ponto sensível aprovado pela CPI foi o pedido de quebra de sigilo do Banco Master, do fundo Reag e da empresa Maridt Participações S.A., ligada ao ministro Toffoli. Já a tentativa de incluir o escritório comandado por Viviane Barci acabou retirada de pauta, sob o argumento de ausência de nexo causal suficiente no momento.

As decisões ocorrem em meio a suspeitas levantadas por reportagens sobre possíveis vazamentos de informações sigilosas e relações empresariais envolvendo familiares de autoridades. Para os senadores, a ampliação das oitivas é fundamental para esclarecer se houve interferência indevida ou uso de informações privilegiadas.

A CPI também aprovou convites a nomes do alto escalão do governo e da área econômica, como Rui Costa (Casa Civil), Guido Mantega (ex-ministro da Fazenda) e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Além disso, foi confirmada a convocação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, enquanto os senadores ainda analisam a possível convocação de Paulo Guedes.

Com essas decisões, a CPI reforça seu papel de investigar, com mais profundidade, as conexões entre o sistema financeiro, agentes públicos e possíveis práticas ligadas ao crime organizado, ampliando a pressão por transparência e esclarecimentos.

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