
Crise no STF leva Fachin a antecipar retorno a Brasília
Presidente da Corte interrompe férias e busca articulação com ministros diante de desgaste causado pela condução do inquérito do Banco Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu interromper o recesso e voltar mais cedo a Brasília para enfrentar a crise interna desencadeada pelas controvérsias envolvendo o Caso Master. A movimentação, segundo interlocutores ouvidos por órgãos de imprensa, tem como objetivo tentar conter o desgaste da imagem da Corte diante de críticas sobre a forma como o relator do processo, o ministro Dias Toffoli, vem conduzindo o inquérito.
Fachin chegou à capital federal na noite de segunda-feira (19/1), dias antes do previsto — já que o início oficial do ano Judiciário está marcado para 2 de fevereiro. Desde então, ele tem mantido contato com diversos colegas do STF, buscando ouvir opiniões e testar a temperatura política dentro da Corte sobre o caso que colocou o tribunal em rota de colisão com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A principal razão para essa movimentação é a série de decisões consideradas atípicas e controversas tomadas por Toffoli no inquérito do Banco Master — como a centralização de todas as fases da investigação no STF, incluindo trâmites que estavam em instâncias inferiores, e a imposição de elevado sigilo sobre atos processuais. Essas medidas geraram forte desconforto entre investigadores e membros do Judiciário.
Além de conversar por telefone e em reuniões presenciais com ministros próximos, Fachin também viajou para São Luís (MA) para se encontrar com o ministro Flávio Dino, outro integrante da Corte que lida com investigações sensíveis. A estratégia do presidente da Corte busca trazer coesão interna e encontrar um caminho institucional diante da pressão pública e das representações que pedem a suspeição de Toffoli no caso.
A antecipação do retorno de Fachin reforça que, mesmo durante o recesso, questões de alta relevância política e jurídica — como a que envolve o Banco Master — não podem ser ignoradas pelo comando do STF, especialmente em ano eleitoral e com intensa atenção da sociedade e dos poderes sobre a atuação dos magistrados.
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