“Débora do Batom” pede a Moraes liberação para tratar os dentes

“Débora do Batom” pede a Moraes liberação para tratar os dentes

Condenada pelo 8 de Janeiro, cabeleireira quer autorização para deixar a prisão domiciliar e fazer procedimento odontológico considerado urgente pela defesa.

Condenada pelos atos de 8 de Janeiro, a cabeleireira Débora Rodrigues — mais conhecida como “Débora do Batom” — voltou a bater à porta do ministro Alexandre de Moraes. Desta vez, ela pede autorização para sair da prisão domiciliar e passar por um tratamento odontológico que, segundo sua defesa, não pode mais esperar.

No documento enviado ao STF na manhã desta quinta-feira (4/12), os advogados afirmam que a consulta na clínica em Paulínia (SP) é indispensável, com possibilidade de intervenção imediata. Ou seja: dor de dente não espera nem para quem cumpre pena em casa.

Débora ganhou notoriedade ao escrever, com um batom vermelho, a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao Supremo durante a invasão de 8 de janeiro. O gesto rendeu a ela uma condenação de 14 anos de prisão, por crimes que vão de golpe de Estado a dano ao patrimônio tombado.

Monitorada por tornozeleira eletrônica, ela recentemente precisou sair às pressas para um hospital por causa de uma infecção urinária — episódio que gerou registro de violação da área de inclusão da tornozeleira. O relatório enviado ao ministro aponta que ela ficou fora da residência entre 20h38 do dia 3 de novembro e 3h07 da madrugada seguinte.

No ano passado, Débora chegou a pedir perdão ao próprio STF pelo vandalismo, afirmando que não tinha consciência do valor simbólico e financeiro da estátua. Desde março, ela cumpre prisão domiciliar enquanto segue o processo de execução da pena.

Agora, cabe a Moraes decidir se a “Débora do Batom” pode — ao menos — abrir a boca no consultório do dentista sem ser acusada de violar novamente as regras da prisão.

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