Delcy celebra Lula e zomba de Bolsonaro: ironia chavista chega ao ápice

Delcy celebra Lula e zomba de Bolsonaro: ironia chavista chega ao ápice

Presidente interina da Venezuela não perde a chance de aplaudir petista e debochar do ex-presidente brasileiro

Enquanto o Brasil ainda digere a sequência de crises políticas internas, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, aproveita as redes sociais para comemorar a liberdade de Lula e, de quebra, ironizar a derrota de Jair Bolsonaro. Integrante do regime chavista, Delcy nunca escondeu suas preferências políticas nem sua habilidade em usar o Twitter como palanque para críticas e provocações.

Após assumir interinamente a presidência da Venezuela na última segunda-feira, 5, Delcy revisitou episódios da política brasileira. Em outubro de 2022, ainda sob o impacto da vitória de Lula, ela postou mensagens efusivas celebrando o resultado e exaltando “o grande povo do Brasil” que, segundo ela, abriria novos caminhos para a América Latina.

E claro, não perdeu a oportunidade de alfinetar Bolsonaro. Na ocasião, Delcy zombou da derrota do ex-presidente, sugerindo que ele “se meteu com a Venezuela” e mostrando, em montagem, líderes do Grupo de Lima que não conseguiram se reeleger. O recado, carregado de ironia, deixava claro seu deleite com a situação política do Brasil.

A lista de provocações da presidente interina não para por aí. Em dezembro de 2019, Delcy criticou Bolsonaro por conceder status de refugiado a militares venezuelanos, chamando o Brasil de “santuário de terroristas”. Ainda naquele ano, ela celebrou a libertação de Lula ao repostar vídeos do petista saindo da prisão ao lado da primeira-dama Janja, reafirmando seu alinhamento político e seu desprezo pela oposição brasileira.

Filha de um guerrilheiro marxista, educada parcialmente na França e formada em direito trabalhista, Delcy ascendeu ao cargo de vice-presidente no regime chavista. Apesar da faceta ideológica, a presidente interina se apresenta como uma tecnocrata cosmopolita, dialogando com investidores estrangeiros e diplomatas, enquanto governa um país marcado por militarismo e predominância masculina.

Mesmo assim, não deixa de brincar às custas do Brasil: cada vitória de Lula e cada revés de Bolsonaro são transformados em mais um post de ironia, enquanto a região observa perplexa como um país vizinho consegue fazer chacota da política interna brasileira.

Em resumo: Delcy Rodríguez transforma o Twitter em trincheira e palco para repúdio e deboches, lembrando que, quando se trata de política e provocação, o regime chavista sabe jogar com finesse — mesmo que seja às custas da soberania e da dignidade de líderes estrangeiros.

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