Deputada em dois lugares ao mesmo tempo: milagre político ou farsa petista?

Deputada em dois lugares ao mesmo tempo: milagre político ou farsa petista?

Luizianne Lins aparece detida em flotilha em Israel enquanto “marcava presença” na Câmara dos Deputados no Brasil

A política brasileira nunca decepciona quando o assunto é contradição. A deputada Luizianne Lins (PT-CE), que foi detida por Israel ao lado de Greta Thunberg na famosa Flotilha Global Sumud, conseguiu um feito digno de manchete sobrenatural: estava no Oriente Médio sendo escoltada pela Marinha israelense e, ao mesmo tempo, marcando presença em Brasília como se nada tivesse acontecido.

Antes de ser interceptada, Luizianne gravou um vídeo dramático chamando a operação de “sequestro” e pedindo reação imediata do governo brasileiro contra Israel. Mas, enquanto fazia esse apelo no exterior, seu nome constava bonitinho no painel da Câmara como se estivesse trabalhando no plenário. Uma versão política da bilocação — presente em dois lugares ao mesmo tempo, só que sem milagre, apenas conveniência.

O episódio escancara a hipocrisia de um partido que, quando se trata dos seus, transforma ausência em “ato de coragem humanitária”. Já quando é com o adversário — como no caso de Eduardo Bolsonaro, constantemente atacado pelo PT por viagens internacionais —, a narrativa muda: ausência vira “abandono do mandato” e até motivo para pedido de cassação. Dois pesos, duas medidas, sempre embalados pelo discurso da conveniência.

No fim das contas, o episódio vira uma caricatura da política brasileira: a deputada que protesta contra Israel em alto-mar, mas que, por alguma mágica burocrática, não perde a chance de marcar presença e garantir o contracheque em Brasília. E o PT, como sempre, aplaude o espetáculo seletivo, enquanto a coerência fica à deriva, em alto-mar junto com a flotilha.

Fonte e Créditos: Terra Brasil Noticias

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