
Desembargadora da Bahia é afastada por suspeita de vender sentenças com apoio do próprio filho
Sandra Inês Rusciolelli, já investigada por ‘rachadinha’, é punida novamente pelo CNJ por manter um “gabinete paralelo” com advogados para favorecer decisões judiciais em troca de vantagens.
A Justiça brasileira vive mais um capítulo de escândalo que mancha a toga. A desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia, foi novamente afastada das funções por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a investigação, ela teria montado um verdadeiro “gabinete paralelo” dentro da Corte, operando com o apoio do próprio filho, advogado, para negociar sentenças judiciais.
Essa não é a primeira vez que o nome de Sandra aparece em meio a denúncias graves. Ela já havia sido afastada do cargo anteriormente por suspeita de envolvimento em esquemas de “rachadinha” dentro do próprio tribunal. Agora, a nova punição imposta pelo CNJ é a aposentadoria compulsória — ou seja, ela sai forçadamente, mas com todos os benefícios mantidos.
A decisão ocorre no contexto da Operação Faroeste, que investiga um esquema de venda de sentenças e corrupção no Judiciário baiano. De acordo com os conselheiros do CNJ, Sandra teria usado sua posição para atender interesses de partes e advogados influentes, em prejuízo da imparcialidade e da ética judicial.