
Ditadura da Nicarágua recua e solta presos que celebraram queda de Maduro
Após pressão internacional, regime de Daniel Ortega libera parte dos detidos por apoiarem prisão do ditador venezuelano
O regime autoritário da Nicarágua voltou atrás e libertou, neste sábado (10), ao menos 20 pessoas que haviam sido presas simplesmente por comemorar ou demonstrar apoio à captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. As detenções ocorreram após manifestações nas redes sociais, em mais um episódio de repressão política promovida pelo governo do ditador Daniel Ortega.
Segundo a ONG Monitoreo Azul y Blanco, mais de 60 cidadãos chegaram a ser presos ou desapareceram por expressarem opiniões consideradas “inconvenientes” ao regime. A libertação parcial só aconteceu após forte pressão da Embaixada dos Estados Unidos no país, que denunciou publicamente as prisões arbitrárias.
A líder opositora e ex-prisioneira política Ana Margarita Vijil reagiu afirmando que a soltura não é suficiente. “A exigência continua: todos os presos políticos devem ser libertados de forma imediata e incondicional. As violações de direitos humanos não podem ser apagadas”, declarou.
A ONG, formada por ativistas e defensores de direitos humanos, acompanha de perto a escalada repressiva na Nicarágua e denuncia prisões ilegais, perseguição religiosa e intimidação contra idosos, doentes e líderes comunitários.
Em publicação nas redes sociais, a Embaixada dos EUA foi direta ao responsabilizar o regime Ortega-Murillo: mais de 60 pessoas seguem detidas injustamente. “Não haverá paz sem liberdade”, afirmou a representação diplomática.
O episódio escancara mais uma vez o caráter ditatorial do governo nicaraguense, que criminaliza opiniões, sufoca a liberdade de expressão e mantém presos políticos como ferramenta de intimidação. A libertação parcial não apaga os abusos, nem diminui a urgência de pressão internacional contra regimes que governam pelo medo.