
Dólar sobe levemente após prisão de Maduro e tensão na Venezuela
Mercados acompanham desdobramentos políticos e julgamento do ex-presidente enquanto bolsas dos EUA reagem ao cenário no setor de petróleo
O dólar iniciou esta segunda-feira em leve alta frente ao real, refletindo a cautela dos investidores após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Durante a manhã, por volta das 11h40 (horário de Brasília), a moeda americana avançava 0,16%, sendo negociada a R$ 5,43.
O movimento ocorre em meio à expectativa do mercado por novos capítulos do caso envolvendo Maduro, especialmente diante da possibilidade de início de seu julgamento em território americano, o que tende a manter o ambiente financeiro mais volátil ao longo do dia.
Nos Estados Unidos, o cenário foi de otimismo moderado nas bolsas. A perspectiva de abertura do setor petrolífero venezuelano a empresas estrangeiras impulsionou os principais índices acionários. O Dow Jones subia 0,63%, enquanto o Nasdaq e o S&P 500 registravam altas de 0,64% e 0,57%, respectivamente, no mesmo horário.
O mercado de petróleo também reagiu. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro avançavam 0,63%, enquanto o Brent, referência global, subia 0,67% nos contratos com vencimento em março, acompanhando a expectativa de mudanças na dinâmica da produção venezuelana.
No Brasil, porém, o reflexo foi mais contido. Mesmo com a valorização do petróleo no exterior, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) recuavam mais de 2% na B3, pressionando o desempenho do Ibovespa. O principal índice da bolsa brasileira oscilava ao longo da manhã e, por volta das 12h20, registrava leve alta de 0,02%, mantendo-se acima dos 160 mil pontos.
Analistas avaliam que o avanço do processo judicial contra Maduro nos Estados Unidos pode intensificar a instabilidade nos mercados durante a tarde, à medida que investidores ajustam suas posições diante de um cenário político e econômico ainda incerto na região.