DPU pede que Eduardo Bolsonaro seja notificado por carta rogatória nos EUA

DPU pede que Eduardo Bolsonaro seja notificado por carta rogatória nos EUA

Defensoria afirma que não pode defender deputado sem contato direto e solicita que o STF siga o rito internacional, o que pode atrasar processo

A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (22), que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja oficialmente comunicado nos Estados Unidos por meio de carta rogatória — instrumento que depende de cooperação internacional entre países.

Caso o ministro Alexandre de Moraes aceite o pedido, a tramitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o parlamentar poderá ficar ainda mais lenta.

Por que a notificação virou tema judicial

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início do ano. Ele é acusado pela PGR de coagir autoridades e tentar interferir no julgamento do plano golpista, que resultou na condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF.

Segundo a acusação, Eduardo acionou aliados do governo Donald Trump para pressionar o Brasil com tarifas e sanções contra o Judiciário como retaliação.

Como Eduardo permanece fora do país, Moraes determinou sua notificação por edital — e ainda declarou que o deputado estaria nos EUA para evitar a Justiça brasileira. Mesmo assim, ele não enviou defesa dentro do prazo legal.

O papel da DPU na história

Diante do silêncio do deputado, Moraes intimou a DPU para assumir a defesa. Porém, a instituição respondeu ao Supremo que não tem condições técnicas de representá-lo sem contato direto.

Em sua manifestação, a Defensoria afirma que uma defesa feita às cegas não seria real:

“Não há como elaborar uma resposta adequada sem diálogo com o acusado. Isso violaria o devido processo legal e o direito de defesa”, argumentou a DPU.

Agora, o pedido será analisado por Alexandre de Moraes, relator do processo.

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