Trump muda o tom e promete mais armas à Ucrânia após pausa nas entregas

Trump muda o tom e promete mais armas à Ucrânia após pausa nas entregas

Presidente dos EUA diz estar “descontente” com Putin e admite que Kiev tem sido duramente atacada; decisão acontece dias depois de diálogo sem avanços com o líder russo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (7) que vai retomar e ampliar o envio de armamentos para a Ucrânia. A fala vem apenas alguns dias após o próprio governo norte-americano ter sinalizado uma interrupção temporária nas entregas. Agora, o discurso mudou de direção.

— Teremos que mandar mais armas, principalmente armamento de defesa. A Ucrânia está sendo bombardeada com muita força — declarou Trump a jornalistas na Casa Branca, visivelmente incomodado com os últimos ataques russos.

O republicano também voltou a criticar o presidente da Rússia, Vladimir Putin. “Não estou satisfeito com ele”, disse, em um tom de frustração que tem se intensificado nas últimas semanas. Mesmo após conversas diretas, Putin não deu sinais de que pretende recuar ou buscar uma saída negociada para o conflito.

Nos últimos dias, a Rússia intensificou os bombardeios, realizando o maior ataque aéreo contra a Ucrânia desde o início da guerra. De acordo com a agência francesa AFP, Moscou disparou um número recorde de mísseis e drones em junho, numa escalada que coincide com a estagnação das negociações de paz.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia tenta reagir com ataques de drones em solo russo, mas enfrenta dificuldades logísticas e queda no estoque de armas. A pausa recente nas entregas americanas havia gerado preocupação em Kiev, que já vinha perdendo espaço nas linhas de frente.

Enquanto o ex-presidente Joe Biden chegou a destinar mais de 65 bilhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia, Trump, desde que assumiu em janeiro, ainda não havia anunciado novos pacotes significativos. Conhecido por seu ceticismo em relação ao apoio externo, o republicano agora parece ceder à pressão dos últimos acontecimentos.

O anúncio ocorre poucos dias após uma conversa entre Trump e Putin, que, segundo o próprio americano, não resultou em nenhum avanço. O Kremlin, por sua vez, deixou claro que não abrirá mão dos objetivos militares na guerra. Diante disso, Trump optou por um novo caminho: armar mais uma vez a Ucrânia, mesmo sem entusiasmo, mas aparentemente sem escolha.

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