
Eduardo Bolsonaro ameaça sanções dos EUA caso anistia ampla não seja aprovada
Deputado critica projeto de redução de penas e acusa relator de favorecer o STF contra ex-presidente
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se posicionou de forma dura contra a proposta em debate na Câmara que visa reduzir penas de condenados pelos atos golpistas. O projeto é relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).
Em publicação na rede social X na noite de sexta-feira (19/9), Eduardo deixou claro que “a anistia ampla, geral e irrestrita não está em negociação” e criticou a tentativa de limitar a medida a uma simples dosimetria de penas. Ele classificou os inquéritos como abusivos e inconstitucionais e disse que não abrirá mão de sua luta por justiça e liberdade em troca de acordos que considera indecorosos.
O parlamentar ainda alertou o relator do projeto sobre possíveis consequências internacionais: “Cuidado para não ser visto como colaborador do regime de exceção. A lei prevê sanções para qualquer pessoa que auxilie um sancionado por violações de direitos humanos”, escreveu, numa clara referência às sanções dos EUA.
Além disso, Eduardo direcionou críticas ao ex-presidente Michel Temer, que participou de reuniões para articular o projeto de redução de penas, afirmando que a proposta não pode ser usada como uma forma de “manter impunes crimes cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes”.
Paulinho da Força, por sua vez, defende que a anistia ampla é inviável, já que foi considerada inconstitucional pelo STF, e que seu trabalho se limita a propor ajustes na dosimetria das penas.