Em discurso público, Lula confunde nomes e chama Janja de Marisa Letícia

Em discurso público, Lula confunde nomes e chama Janja de Marisa Letícia

Gafe aconteceu durante evento oficial em Mauá, enquanto presidente anunciava investimentos na área da saúde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu uma gafe durante um evento oficial realizado nesta segunda-feira (9), em Mauá, na região do ABC Paulista. Enquanto discursava sobre ações e investimentos voltados à saúde, Lula acabou trocando o nome da atual primeira-dama, Janja da Silva, e a chamou de Marisa Letícia, sua esposa falecida em 2017.

O momento de confusão ocorreu quando o presidente explicava que acompanharia Janja em uma unidade móvel de exames. No meio da fala, Lula citou o nome de Marisa, percebeu o erro quase imediatamente e tentou se corrigir para seguir com o discurso.
“Semana que vem, eu vou com a Marisa numa jamanta… com a Janja, numa jamanta dessa, e a Janja vai fazer mamografia”, disse, arrancando reações de surpresa entre os presentes.

Apesar do deslize, Lula manteve o ritmo da apresentação e seguiu com os anúncios previstos. O evento no Paço Municipal de Mauá teve como principal objetivo a divulgação de novos investimentos federais para a região. Entre eles, a liberação de R$ 45,8 milhões para o Instituto Federal de Mauá, a entrega de equipamentos destinados à Atenção Primária à Saúde e o repasse de quatro novas ambulâncias do Samu 192.

A troca de nomes acabou trazendo de volta à memória a figura de Marisa Letícia, personagem central na trajetória pessoal e política de Lula. Marisa morreu em fevereiro de 2017, vítima de um acidente vascular cerebral, e foi companheira do presidente durante décadas, inclusive nos períodos mais difíceis de sua vida pública.

Diferentemente de Janja, que hoje ocupa espaço mais visível ao lado do presidente, Marisa sempre adotou uma postura reservada. Evitava entrevistas, raramente aparecia em eventos oficiais e preferia atuar longe dos holofotes, mesmo quando Lula enfrentava crises políticas e pessoais.

Ainda assim, sua participação foi decisiva nos bastidores. Durante a ditadura militar, especialmente no início dos anos 1980, Marisa teve papel fundamental no movimento sindical. Enquanto Lula estava preso e o sindicato dos metalúrgicos sofria intervenção, ela transformou a própria casa em ponto de apoio para trabalhadores, ajudou a organizar reuniões e manifestações e sustentou, de forma silenciosa, a engrenagem política que marcaria a história do petista.

A gafe, embora rapidamente corrigida, acabou misturando passado e presente em um momento público, revelando como a memória de Marisa Letícia segue presente na trajetória pessoal de Lula — mesmo quase uma década após sua morte.

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