
đ SalĂĄrios dĂŁo salto histĂłrico na Argentina sob Milei e superam lucros das empresas
Com poder de compra em alta, trabalhadores ganham espaço no PIB enquanto empresas veem margem de lucro encolher
Desde que assumiu a presidĂȘncia, Javier Milei tem seguido firme em sua cruzada liberal para reestruturar a combalida economia argentina. E os nĂșmeros mais recentes mostram que, pelo menos para os trabalhadores, os ventos começaram a mudar: os salĂĄrios reais â aqueles ajustados pela inflação â deram um salto e passaram a ocupar um espaço maior no PIB do que os lucros corporativos.
Segundo dados do Indec (Instituto de EstatĂsticas e Censos da Argentina), no primeiro trimestre de 2025 os salĂĄrios representaram 49,1% do Produto Interno Bruto, superando os 35,6% dos lucros das empresas. Um contraste claro em relação ao mesmo perĂodo de 2024, quando os salĂĄrios eram 44,1% do PIB e os lucros ainda marcavam 40,6%.
O aumento da renda tambĂ©m acompanha uma leve recuperação no emprego e reflete a tentativa do governo Milei de reorganizar as contas pĂșblicas com cortes de gastos e reformas prĂł-mercado. A Casa Rosada, inclusive, anunciou um novo superĂĄvit fiscal de quase 1% do PIB sĂł no primeiro semestre de 2025.
A guinada econÎmica argentina tem chamado atenção até no exterior. A OCDE, organização internacional que acompanha o desempenho das principais economias do mundo, endossou as reformas de Milei e projetou um crescimento do PIB de 5,2% jå neste ano, seguido de mais 4,3% em 2026.
Com mais abertura ao mercado, menos burocracia e reformas estruturais a caminho, os salĂĄrios dos argentinos parecem estar, ao menos por enquanto, vencendo uma disputa antiga com os grandes lucros. E, em meio a um paĂs acostumado a viver no fio da navalha econĂŽmica, essa virada soa quase como um alĂvio â ou, para alguns, um começo de milagre.
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