Equipe médica explica cirurgia de Bolsonaro; ex-presidente deverá permanecer internado

Equipe médica explica cirurgia de Bolsonaro; ex-presidente deverá permanecer internado

Procedimento para correção de hérnia foi autorizado pelo STF, mas data ainda não foi informada pela defesa

Os médicos responsáveis pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro divulgaram neste domingo detalhes da cirurgia à qual o ex-presidente será submetido nos próximos dias. Após exames clínicos e de imagem, foi confirmada a necessidade de um procedimento para corrigir uma hérnia inguinal bilateral, condição que exige internação hospitalar.

A informação foi apresentada em nota assinada pelo cirurgião-geral Claudio Birolini e pelo cardiologista Leandro Echenique. Segundo os profissionais, os exames identificaram que parte do intestino se projeta para fora da parede abdominal em situações de aumento da pressão interna, quadro típico da hérnia inguinal.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

De acordo com a equipe médica, o tratamento indicado é a chamada herniorrafia inguinal bilateral, cirurgia destinada a corrigir a falha na musculatura da região da virilha. Durante o período de internação, também está previsto um procedimento adicional: o bloqueio anestésico do nervo frênico, responsável pelos movimentos do diafragma.

Essa intervenção tem como objetivo controlar crises persistentes de soluços, que não responderam aos medicamentos utilizados até agora. Segundo os médicos, a lesão em um nervo do tronco, decorrente de cirurgias anteriores, é a causa do problema e precisa ser tratada para interromper os episódios.

A nota não informa quando a cirurgia será realizada nem quanto tempo Bolsonaro deverá permanecer internado. A defesa do ex-presidente ainda não comunicou ao STF a data escolhida para o procedimento.

A realização da cirurgia foi autorizada na última sexta-feira pelo ministro Alexandre de Moraes, após perícia da Polícia Federal concluir que a intervenção é necessária e deve ocorrer o quanto antes, embora em caráter eletivo, sem risco imediato à vida.

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