
Tornozeleira queimada? Imagens revelam marcas e levantam mais dúvidas sobre prisão de Bolsonaro
Relatório aponta avaria grave no dispositivo e reforça críticas sobre a decisão do STF, que prometeu uma medida discreta
A cena que deveria ser tratada como medida cautelar discreta virou escândalo público. Um relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE) revela que a tornozeleira eletrônica usada por Jair Bolsonaro apresentava “sinais claros e importantes de avaria”, incluindo marcas de queimadura ao redor do case. Segundo o documento, o ex-presidente admitiu ter usado um ferro de solda para tentar violar o equipamento.
O centro de monitoramento eletrônico enviou as imagens e fotos da tornozeleira queimada, que mostram a extensão do dano na parte onde o dispositivo se encaixa — não é apenas desgaste, mas evidência de uso de calor intenso para danificá-la. Após a vistoria, o aparelho foi trocado.
A divulgação dessas imagens gera enorme repúdio. A prisão deveria ser uma medida técnica e discreta, mas a exposição pública de um dispositivo tão íntimo escancara um tratamento diferente daquele garantido à maioria: uma humilhação pública que mistura vigilância excessiva com espetáculo midiático.
Muitos veem nessa decisão do STF — a prisão, a exposição da tornozeleira, o relato detalhado — não apenas uma medida de segurança, mas um ato de demonstração de poder. Se a tornozeleira existe para proteger, o vazamento de suas avarias pode estar sendo usado para punir — não só legalmente, mas simbolicamente.