Escândalo de racismo ganha novo capítulo: pai de argentina acusada repete gesto e gera revolta

Escândalo de racismo ganha novo capítulo: pai de argentina acusada repete gesto e gera revolta

Caso envolvendo Agostina Páez se amplia após vídeo polêmico do pai, Mariano Páez, que nega autenticidade das imagens e fala em manipulação

O caso de racismo que chocou o Brasil no início de 2026 ganhou um novo e perturbador desdobramento. Após a repercussão envolvendo a advogada argentina Agostina Páez, agora é o pai dela, Mariano Páez, quem está no centro da controvérsia.

Segundo informações divulgadas pela imprensa argentina, o empresário teria sido flagrado repetindo os mesmos gestos racistas que levaram a filha à prisão no Brasil — imitações de macaco direcionadas a outras pessoas. O episódio, registrado em vídeo, caiu como uma bomba e ampliou ainda mais a indignação pública em torno do caso.

Mariano, no entanto, reagiu rapidamente e negou qualquer autenticidade das imagens. Em declarações à imprensa local, afirmou que o vídeo seria falso e sugeriu, sem apresentar provas, que poderia ter sido manipulado com uso de inteligência artificial. Ele também alegou ter sido alvo de uma suposta tentativa de extorsão, afirmando que pediram dinheiro para não divulgar o conteúdo.

Apesar da negativa, o próprio empresário admitiu que esteve no local onde as imagens teriam sido gravadas e reconheceu pessoas que aparecem no vídeo — o que levanta ainda mais dúvidas sobre sua versão.

Relembre o caso

A polêmica começou em janeiro, quando Agostina Páez foi filmada em um bar em Ipanema fazendo gestos racistas e proferindo ofensas contra funcionários do estabelecimento. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, ela utilizou termos pejorativos e imitou um macaco, caracterizando crime de injúria racial.

O episódio gerou forte repercussão nacional, levando à prisão da advogada semanas depois. Posteriormente, ela passou a responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica.

Recentemente, a Justiça autorizou seu retorno à Argentina após o pagamento de uma caução significativa, mantendo a obrigação de responder ao processo.

Indignação e repúdio

O novo episódio envolvendo o pai escancara algo ainda mais grave: não se trata apenas de um ato isolado, mas de um comportamento que parece se repetir dentro do mesmo núcleo familiar. A tentativa de descredibilizar as imagens com alegações genéricas de “vídeo forjado” soa, para muitos, como uma estratégia de fuga diante da gravidade dos fatos.

Racismo não é erro banal, nem “mal-entendido cultural”. É crime, é violência simbólica e real, e exige responsabilização firme — independentemente de nacionalidade, classe social ou influência.

O caso agora ultrapassa fronteiras e reforça um alerta: atitudes racistas não podem ser relativizadas, muito menos tratadas com desculpas frágeis ou teorias improváveis. A sociedade espera respostas, e, sobretudo, justiça.

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