EUA endurecem o tom: Embaixada avisa Moraes e aliados que está “de olho”

EUA endurecem o tom: Embaixada avisa Moraes e aliados que está “de olho”

Publicação traduzida reforça acusações de censura contra o ministro e ecoa discurso de Eduardo Bolsonaro sobre sanções internacionais

A tensão entre o Supremo Tribunal Federal e o governo dos Estados Unidos voltou a esquentar. Nesta quinta-feira (7/8), a embaixada americana no Brasil republicou — e traduziu para o português — um post de Darren Beattie, subsecretário do presidente Donald Trump, criticando duramente o ministro Alexandre de Moraes.

No conteúdo, Beattie acusa Moraes de ser o “principal arquiteto da censura e perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. A publicação, agora amplificada oficialmente pela embaixada, lembra que o ministro foi alvo de sanções da chamada Lei Magnitsky, e alerta que o governo norte-americano está “monitorando de perto” a situação brasileira.

“Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados: não apoiem nem facilitem suas ações”, diz o texto traduzido e divulgado pela missão diplomática dos EUA.

A fala ecoa o tom já adotado por figuras da oposição bolsonarista, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele afirmou ao jornal O Globo que tem feito articulações junto a autoridades dos Estados Unidos para ampliar as sanções ao Brasil, especialmente após a prisão domiciliar de seu pai, decretada por Moraes nesta semana.

— Estou levando a prisão ao conhecimento das autoridades americanas e esperamos uma reação. Não é do perfil do governo Trump ficar calado diante desse tipo de provocação — declarou Eduardo, citando nomes como o secretário de Estado Marco Rubio e o próprio Trump como possíveis instâncias de resposta.

A primeira manifestação oficial americana sobre o episódio veio logo após a ordem de prisão. Na ocasião, o vice-secretário Christopher Landau chamou Moraes de “orwelliano”, numa referência à distopia 1984 de George Orwell, e sugeriu que o Brasil estaria caminhando para uma “ditadura judicial”.

Enquanto isso, os desdobramentos internos continuam intensos, com a oposição pressionando por um processo de impeachment contra Moraes no Senado. A crítica internacional, agora amplificada por canais oficiais dos EUA, adiciona mais lenha à fogueira política brasileira.

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