EUA ficam de fora de evento sobre democracia organizado por Brasil e aliados: “quem precisa de convidados problemáticos?”

EUA ficam de fora de evento sobre democracia organizado por Brasil e aliados: “quem precisa de convidados problemáticos?”

Subtítulo: Enquanto o mundo discute extremismos em Nova York, Washington assiste de fora, após tarifas, sanções e críticas à Justiça brasileira.

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Na próxima semana, Brasil, Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai vão promover em Nova York um encontro paralelo à Assembleia Geral da ONU, com o slogan pomposo “Em defesa da democracia, combatendo os extremismos”. A diferença deste ano? Os Estados Unidos, que em 2024 estavam na lista de convidados, desta vez não foram sequer lembrados — nem sequer Trump pareceu interessado em participar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua comitiva seguem para Nova York neste domingo (21), com a promessa de abrir a Assembleia Geral na terça-feira (23). Já o encontro sobre democracia está marcado para quarta (24). Segundo fontes do governo, a exclusão dos EUA não é acidente: o clima entre Brasília e Washington vive dias de tensão.

Em julho, os organizadores já haviam feito uma prévia do evento em Santiago, no Chile, e agora a expectativa é reforçar a narrativa de defesa democrática sem a presença americana. A crise entre os dois países se acentuou depois que Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e criticou a Justiça do país, alegando perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses por tentar dar um golpe após perder as eleições de 2022.

Para completar o quadro, autoridades americanas prometeram novas sanções ao Brasil. Enquanto isso, Lula e aliados seguem firmes em seu evento, provando que, quando o assunto é “democracia”, nem todo mundo é bem-vindo — especialmente quem parece gostar de complicar a festa.

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