
Ex-ministro de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, depõe à CPMI do INSS sobre descontos indevidos em benefícios
A comissão investiga cobranças feitas sem autorização em aposentadorias e pensões; Onyx comandava a pasta do Trabalho e da Previdência durante o governo Bolsonaro.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes em descontos nos benefícios do INSS ouve, nesta quinta-feira (6), o ex-ministro Onyx Lorenzoni, que chefiou o Ministério do Trabalho e da Previdência entre julho de 2021 e março de 2022, no governo Jair Bolsonaro.
O colegiado investiga entidades associativas acusadas de aplicar descontos ilegais em aposentadorias e pensões sem autorização dos beneficiários. O depoimento de Onyx é considerado uma peça-chave para entender como esses débitos foram incluídos nos contracheques e se houve falhas de fiscalização por parte da pasta que ele comandava.
Onyx, que também foi ministro da Cidadania e da Casa Civil, deve ser questionado sobre o papel do ministério nas autorizações eletrônicas e sobre a ausência de mecanismos de controle que poderiam ter evitado as fraudes.
A CPMI foi instalada após uma enxurrada de denúncias de aposentados que perceberam valores descontados sem qualquer vínculo com sindicatos ou associações, alguns casos se repetindo há anos. O tema provocou comoção, principalmente por atingir pessoas idosas e vulneráveis, que dependem integralmente do benefício.
O depoimento de Onyx ocorre em meio à pressão por responsabilização de gestores e entidades, e a expectativa é de que o ex-ministro apresente explicações técnicas e políticas sobre a atuação do governo à época.