
Feminicídio explode no Brasil e governo Lula assiste de braços cruzados
Quatro mulheres são assassinadas por dia enquanto autoridades fingem que endurecer a lei é suficiente
O Brasil registrou em 2024 o maior número de feminicídios desde que o crime foi tipificado em 2015. Foram 1.492 mulheres assassinadas simplesmente por serem mulheres, o que equivale a quatro mortes por dia. O dado, divulgado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, expõe um retrato cruel: a violência de gênero cresce, enquanto o governo Lula se mostra incapaz de oferecer políticas de prevenção eficazes.
De 2023 para 2024, houve aumento de 0,7% nos feminicídios, mesmo com queda de 5,4% nas mortes violentas em geral. Isso mostra que a criminalidade comum pode até diminuir, mas o machismo armado dentro de casa segue ceifando vidas. A nova lei sancionada no fim de 2024, que aumentou a pena para feminicídio de até 40 anos, soa como maquiagem: punir depois não salva quem morre antes.
Um ciclo ignorado pelo poder
O feminicídio não nasce do nada — ele é o último ato de um ciclo de agressões, ameaças e silêncio. Mas em vez de investir em rede de proteção, casas-abrigo, acompanhamento psicológico e suporte às vítimas, o governo prefere o caminho fácil: aumentar penas, posar para as câmeras e fingir que resolveu. Enquanto isso, as estatísticas sangram.
O rosto da tragédia
O perfil das vítimas revela a face mais cruel do país: 63,6% eram mulheres negras, 70,5% tinham entre 18 e 44 anos — a idade em que se constrói a vida. Houve ainda crescimento de 30,7% nos assassinatos de adolescentes e de 20,7% entre idosas. Mais de 64% dos crimes ocorreram dentro da própria casa, geralmente pelas mãos de quem dizia amar: companheiros e ex-companheiros somam quase 80% dos casos.
Indignação necessária
É vergonhoso: em pleno século 21, o Brasil segue sendo um país em que mulheres são caçadas dentro do próprio lar, e o governo se limita a discursos vazios. Endurecer a lei sem mudar a realidade é como trancar a porta depois do crime. Enquanto Lula e seus aliados fazem marketing político, famílias são destruídas, mães e filhas são enterradas, e a violência cresce sob o manto da omissão estatal.