
Flávio Bolsonaro confirma pedido de patrocínio a Daniel Vorcaro para filme sobre Jair Bolsonaro e defende CPI do Banco Master
Senador afirma que tratava de financiamento privado para cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro e diz não ter usado dinheiro público; diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro vieram à tona em investigação
Flávio Bolsonaro confirma pedido de dinheiro para filme e fala em “patrocínio privado”
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, confirmou nesta quarta-feira (13) que solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o senador, a negociação se tratava exclusivamente de um “patrocínio privado” para uma produção cinematográfica independente.
“Foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”, afirmou em nota.
Diálogos com banqueiro vieram à tona em investigação
A confirmação ocorre após reportagem do Intercept Brasil revelar mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro solicitando recursos para a produção da cinebiografia.
Segundo informações confirmadas por fontes com acesso à investigação, os diálogos fazem parte do material extraído de um celular apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
O projeto citado nas mensagens seria o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Senador nega irregularidades e cita ausência de recursos públicos
Flávio Bolsonaro afirmou que não houve uso de dinheiro público nem envolvimento de mecanismos como a Lei Rouanet. Ele também negou qualquer tipo de vantagem indevida ou intermediação de interesses políticos.
“O que houve foi um contato para patrocínio privado. Não teve dinheiro público, não teve vantagem, não teve intermediação com governo”, disse o senador.
Ele ainda afirmou que conheceu Vorcaro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e que o contato foi retomado apenas para tratar de pagamentos ligados ao projeto do filme.
Defesa pública e pressão por CPI do Banco Master
Em meio à repercussão do caso, Flávio Bolsonaro passou a defender a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.
Segundo o senador, a investigação seria necessária para separar responsabilidades e esclarecer possíveis irregularidades envolvendo o sistema financeiro.
“Mais do que nunca é fundamental a CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos culpados”, declarou.
Bastidores políticos e reunião de emergência
Após a divulgação do caso, Flávio reuniu integrantes de sua equipe de pré-campanha em Brasília. Participaram do encontro o senador Rogério Marinho, o presidente do PL Valdemar Costa Neto e a advogada da equipe jurídica.
A reunião ocorreu em clima de avaliação de impacto político e comunicação estratégica após a repercussão dos diálogos divulgados.
Contexto político e impacto no cenário eleitoral
O episódio ocorre em um momento de pré-campanha presidencial, no qual Flávio Bolsonaro tenta consolidar sua posição como nome competitivo da direita para 2026.
A revelação dos diálogos adiciona tensão ao ambiente político e amplia o debate sobre relações entre financiamento privado, política e projetos ligados a figuras públicas de grande relevância nacional.