Flávio Bolsonaro discursa no Recife contra Lula e ministros do STF

Flávio Bolsonaro discursa no Recife contra Lula e ministros do STF

Em agenda política em Pernambuco, o senador Flávio Bolsonaro criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do Supremo Tribunal Federal. O discurso ocorreu durante a mobilização eleitoral de 2026 e colocou em evidência temas como atuação do Judiciário, liberdade de expressão e disputa política.

Durante agenda eleitoral no Recife, em Pernambuco, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A passagem pela capital pernambucana integrou a mobilização política do parlamentar pelo Nordeste, em meio à disputa presidencial de 2026.

Flávio direcionou parte de suas declarações ao Supremo, especialmente aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, ambos indicados à Corte durante governos petistas. O senador afirmou que a atuação de integrantes do STF estaria associada ao governo Lula e criticou o que considera interferência do Judiciário na política nacional.

Em sua fala, Flávio declarou: “Sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive”, frase utilizada para reforçar sua crítica aos magistrados e estabelecer uma associação política entre o presidente e integrantes da Corte. A declaração integra a estratégia de campanha de questionar a atuação do Supremo e defender mudanças na composição do tribunal.

O senador também classificou como um “triste espetáculo” a sessão recente do STF que discutiu questões relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao caso Banco Master. Na avaliação de Flávio, os acontecimentos reforçam a necessidade de mudanças institucionais. Ele prometeu, caso seja eleito presidente, indicar cinco novos ministros ao Supremo, afirmando que suas escolhas seriam contrárias ao aborto, contrárias às drogas e comprometidas com o respeito à Constituição.

As críticas a Moraes ocorreram em meio a questionamentos sobre contatos do ministro com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e à discussão sobre a abertura de investigação. Flávio tem usado o episódio para cobrar apuração e transparência, enquanto o caso segue cercado por controvérsias e diferentes versões sobre os fatos. As acusações e suspeitas mencionadas no debate político não equivalem, por si sós, a conclusões judiciais de responsabilidade.

A agenda no Recife também incluiu declarações sobre segurança pública. Flávio defendeu medidas mais rigorosas contra criminosos, entre elas a redução da maioridade penal, a ampliação de vagas no sistema prisional e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Também prometeu combater grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e milícias.

Em outro momento do comício, o senador defendeu a castração química de estupradores e segurou um facão simbólico associado à campanha do deputado estadual pernambucano Abimael Santos. As propostas e encenações foram apresentadas no contexto de sua defesa de uma política de segurança mais dura.

O discurso ocorre enquanto Flávio Bolsonaro também enfrenta questionamentos sobre sua relação com Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador é alvo de investigação relacionada ao tema e tem negado irregularidades. O caso permanece distinto das críticas que dirige ao STF e deve ser avaliado com base nas apurações e nos documentos pertinentes.

Ao longo da agenda nordestina, Flávio procurou apresentar-se como alternativa ao governo Lula, combinando críticas ao Executivo e ao Judiciário com propostas de segurança pública e mudanças institucionais. A passagem pelo Recife reforçou o tom confrontador de sua campanha e colocou novamente o STF no centro do debate eleitoral.

Folha de S.Paulo

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