Flávio Bolsonaro diz que buscou investidores privados para filme sobre Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro diz que buscou investidores privados para filme sobre Jair Bolsonaro

Senador nega irregularidades e afirma que projeto cultural segue regras legais

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que sua participação no projeto do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, limitou-se à busca de investidores privados interessados em financiar a produção audiovisual.

Durante entrevista à GloboNews, Flávio explicou que o longa é um projeto cultural privado e que os recursos envolvidos não possuem ligação com dinheiro público ou favorecimento político.

“A minha participação nisso é buscar investidores para colocar de pé um filme privado, com recursos privados”, declarou o senador.

Filme teria estrutura legal e fiscalização nos Estados Unidos

Segundo Flávio Bolsonaro, o fundo criado para viabilizar o filme possui estrutura jurídica formal e fiscalização da SEC, órgão regulador do mercado financeiro dos Estados Unidos, equivalente à CVM brasileira.

O senador afirmou que toda movimentação financeira seria monitorada pelas autoridades americanas e destacou que contratos foram assinados dentro das exigências legais.

De acordo com ele, qualquer eventual pagamento relacionado ao escritório do advogado Paulo Calixto ocorreu dentro da gestão do fundo e não representaria benefício pessoal para integrantes da família Bolsonaro.

Flávio nega favorecimento a Daniel Vorcaro

O parlamentar também voltou a negar qualquer favorecimento político ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Segundo Flávio, Vorcaro foi apenas um dos investidores procurados para o projeto cinematográfico e não recebeu promessas de vantagens, contratos públicos ou influência política em troca dos aportes financeiros.

O senador afirmou ainda que o empresário era conhecido em círculos empresariais e políticos de Brasília antes das investigações que vieram a público.

Contato teria sido apenas profissional

Flávio Bolsonaro explicou que conheceu Daniel Vorcaro por meio de terceiros e que a relação sempre esteve restrita ao contexto do filme.

Ele também rebateu críticas sobre mensagens divulgadas recentemente e afirmou que expressões como “irmão” eram apenas formas informais de tratamento comuns no Rio de Janeiro, sem indicar amizade íntima ou proximidade pessoal.

Segundo o senador, quando os pagamentos previstos começaram a atrasar e as denúncias envolvendo o Banco Master surgiram, a equipe do filme passou a cobrar os valores previstos em contrato.

Senador defende CPMI para investigar Banco Master

Mesmo sendo citado nas discussões sobre o caso, Flávio Bolsonaro declarou apoio à criação de uma CPMI para investigar o Banco Master e possíveis irregularidades envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

Para o senador, a comissão seria importante para separar responsabilidades e esclarecer os fatos de forma transparente.

“Mais do que nunca, é preciso separar culpados de inocentes”, afirmou.

Caso amplia disputa política em Brasília

O episódio aumentou a tensão política entre aliados do governo e integrantes da oposição no Congresso Nacional.

Enquanto setores governistas cobram investigações mais amplas, aliados da família Bolsonaro afirmam que o caso vem sendo usado politicamente para tentar desgastar a imagem do ex-presidente e de seus filhos.

Até o momento, Flávio Bolsonaro segue negando qualquer ilegalidade e sustenta que toda a operação relacionada ao filme ocorreu dentro da legalidade e das regras do mercado privado.

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