
Flávio Bolsonaro e líderes da oposição reforçam pressão por CPMI do Banco Master
Senadores articulam nova ofensiva no Congresso
O pedido de criação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master ganhou força nesta sexta-feira (15). Os senadores Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Fabiano Contarato oficializaram apoio ao requerimento apresentado no Congresso Nacional.
A informação foi divulgada pelo senador Carlos Viana, responsável pela articulação da proposta. Segundo ele, o objetivo da comissão é aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master, caso que vem gerando repercussão política e jurídica em Brasília.
Oposição cobra investigação “sem blindagem”
Nas redes sociais, Carlos Viana afirmou que o pedido já está aberto para novas assinaturas e voltou a pressionar parlamentares governistas a aderirem à investigação.
De acordo com o senador, líderes do governo na Câmara e no Senado ainda não assinaram o documento. Para a oposição, a ausência de apoio levanta dúvidas sobre a disposição do Palácio do Planalto em permitir uma apuração ampla.
“O governo terá que decidir: apoia uma investigação ampla e sem blindagem ou continuará apenas no discurso político”, declarou Viana.
Caso Banco Master segue travado no Congresso
Apesar de o pedido já contar com o número mínimo de assinaturas necessárias, a instalação da CPMI ainda enfrenta resistência dentro do Congresso Nacional.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que o avanço das investigações pode atingir figuras políticas influentes e abrir novas crises institucionais. Esse cenário teria contribuído para o atraso na análise do requerimento.
A discussão ganhou ainda mais intensidade após rumores de um possível acordo político envolvendo a oposição e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A suspeita era de que líderes oposicionistas desistiriam da CPI em troca da derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria relacionado aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Oposição nega acordo político
A possibilidade de negociação foi negada por integrantes da oposição. Em nota, o deputado Cabo Gilberto Silva afirmou que não houve qualquer acordo para barrar a investigação.
Segundo o parlamentar, a criação da CPI é considerada necessária para esclarecer os fatos e dar respostas à população.
“A CPI do Banco Master não é uma pauta política, é uma necessidade do país. O povo brasileiro tem o direito de saber o que aconteceu”, afirmou.
Investigações aumentam pressão sobre o Banco Master
O caso ganhou novos desdobramentos nos últimos dias após operações da Polícia Federal relacionadas a supostas fraudes financeiras envolvendo pessoas ligadas ao banco.
Além disso, declarações recentes de Flávio Bolsonaro chamaram atenção. O senador afirmou que rompeu contato com empresários associados ao Banco Master após o surgimento das polêmicas envolvendo a instituição.
Enquanto isso, a expectativa no Congresso é que o presidente do Senado decida nas próximas semanas se dará andamento formal ao pedido de instalação da CPMI.