FLÁVIO BOLSONARO QUER SER O “NOVO VISCONDE DE MAUÁ” E PROMETE DESTRAVAR PROJETOS FERROVIÁRIOS

FLÁVIO BOLSONARO QUER SER O “NOVO VISCONDE DE MAUÁ” E PROMETE DESTRAVAR PROJETOS FERROVIÁRIOS

Subtítulo: No Ceará, o senador apresentou a imagem de um Brasil que precisa ampliar sua infraestrutura e recuperar investimentos em ferrovias. A referência ao empresário do Império destaca a proposta de associar desenvolvimento econômico, logística e expansão da capacidade de transporte.

Durante agenda em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 16 de setembro, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que deseja ser reconhecido como o “novo Visconde de Mauá” caso seja eleito. Ele prometeu destravar projetos de infraestrutura, com prioridade para ferrovias, e destacou a conclusão da Transnordestina.

A referência é a Irineu Evangelista de Sousa, o Visconde de Mauá (1813–1889), empresário, banqueiro e industrial lembrado por iniciativas de modernização econômica e de infraestrutura no Brasil imperial. Ao recorrer a essa figura histórica, Flávio apresentou sua intenção de associar um eventual governo à expansão logística e ao desenvolvimento.

O senador argumentou que ampliar a malha ferroviária poderia reduzir custos e desperdícios no transporte da produção e contribuir para a segurança alimentar. Também mencionou a conclusão de projetos de irrigação no Nordeste, defendendo que a ampliação da oferta de água favoreceria a produção agrícola regional.

Em um aceno à população nordestina, Flávio declarou que pretende ser “o carioca mais nordestino que todos no Brasil já viram” e afirmou que faria pela região “muito melhor” do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A comparação expressa o tom eleitoral da visita e a disputa por apoio no Nordeste.

A proposta de priorizar ferrovias e irrigação coloca em pauta temas relevantes para o Ceará e para o Nordeste: escoamento da produção, infraestrutura, acesso à água e investimentos de longo prazo. Para que a promessa possa ser avaliada, será necessário conhecer quais obras seriam priorizadas, os custos previstos, as fontes de financiamento, os prazos e a articulação com governos estaduais e setores responsáveis.

A referência ao Visconde de Mauá funciona como uma ambição política e uma imagem de desenvolvimento. O mérito da proposta está em trazer infraestrutura e logística para o centro do discurso; sua concretização, porém, dependerá de planejamento, recursos, execução e resultados verificáveis.

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