
Flávio Bolsonaro vence no Japão com 80% dos votos válidos e amplia vantagem sobre Lula entre brasileiros no exterior
Senador do PL recebeu 28.538 votos contra 7.098 do presidente no terceiro maior colégio eleitoral brasileiro fora do país. Resultado repetiu a vitória do primeiro turno, mas a participação ficou abaixo da metade dos eleitores aptos a votar.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), venceu Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), no segundo turno da eleição presidencial de 2026 entre os brasileiros que votaram no Japão. A apuração foi concluída neste domingo, 25 de outubro, e confirmou uma vantagem expressiva do candidato do PL no país asiático.
Segundo os boletins de urna divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu 28.538 votos, equivalentes a 80,08% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 7.098 votos, ou 19,92%. Ao todo, foram contabilizados 35.636 votos válidos nas seções eleitorais japonesas.
O Japão é o terceiro maior colégio eleitoral brasileiro no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos e de Portugal. O resultado chama atenção pela diferença entre os dois candidatos e pela repetição da liderança de Flávio registrada no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Números da votação no Japão
Os dados publicados a partir dos boletins de urna do TSE mostram o seguinte resultado:
- Flávio Bolsonaro (PL): 28.538 votos — 80,08% dos válidos.
- Lula (PT): 7.098 votos — 19,92% dos válidos.
- Votos válidos: 35.636.
- Votos em branco: 1.132.
- Votos nulos: 848.
- Eleitores aptos: 88.299.
- Comparecimento: 37.616 eleitores.
- Abstenção: aproximadamente 57,4%.
Os percentuais de 80,08% e 19,92% consideram somente os votos válidos destinados aos dois candidatos. Brancos e nulos ficam fora desse cálculo.
Embora Flávio tenha conquistado aproximadamente quatro de cada cinco votos válidos no Japão, a participação eleitoral foi de cerca de 42,6% dos eleitores aptos. Portanto, a expressiva vantagem entre os votos válidos não significa que o candidato tenha recebido votos de 80% de todos os brasileiros cadastrados para votar no país.
Flávio repetiu a vitória do primeiro turno
O resultado confirmou a tendência observada em 4 de outubro. Na primeira etapa da eleição, Flávio Bolsonaro já havia sido o candidato mais votado no Japão, com 24.601 votos, enquanto Lula recebeu 5.234.
No segundo turno, os dois candidatos ampliaram suas votações. Flávio passou de 24.601 para 28.538 votos, enquanto Lula subiu de 5.234 para 7.098.
A diferença absoluta entre os candidatos também aumentou: passou de 19.367 votos no primeiro turno para 21.440 no segundo. Mesmo com o crescimento da votação de Lula, Flávio manteve uma vantagem ampla.
Os números mostram que a liderança do candidato do PL no Japão não foi um resultado isolado do segundo turno, mas uma tendência que já havia aparecido na primeira votação.
Tóquio, Nagoya, Hamamatsu e outras cidades
A votação brasileira no Japão foi realizada em diferentes localidades, incluindo Tóquio, Nagoya, Hamamatsu, Gunma, Takaoka e Toyohashi. O levantamento publicado pelo Metrópoles com base nos boletins de urna destacou que Flávio venceu em todas as regiões japonesas contabilizadas na apuração.
Em Tóquio, o candidato do PL recebeu 4.592 votos, contra 1.818 de Lula, segundo os números divulgados pelo R7. A votação na capital japonesa ocorreu sem intercorrências relevantes relatadas pela reportagem, apesar da chuva e das dificuldades de deslocamento enfrentadas por alguns eleitores.
A apuração dos boletins permite verificar o resultado por seção eleitoral e consolidar os números do país. Os dados devem ser compreendidos como parte da votação presidencial brasileira no exterior, e não como uma eleição separada do processo nacional. <Cite refs={[“turn409965search0″,”turn409965search1”]}/>
Por que os votos do Japão foram conhecidos antes dos resultados no Brasil?
A diferença de fuso horário explica por que a votação japonesa foi encerrada antes da abertura das urnas em território brasileiro.
O Japão está 12 horas à frente de Brasília. Assim, quando eram 8h de domingo no horário local, ainda eram 20h de sábado na capital brasileira. As seções eleitorais japonesas encerraram a votação às 17h locais, o equivalente às 5h da manhã de domingo em Brasília.
Após o fechamento das urnas, os boletins de cada seção puderam ser consultados. A divulgação antecipada desses dados, porém, não determina o resultado nacional. A eleição presidencial brasileira é definida pela totalização dos votos válidos de todo o eleitorado, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
O resultado no Japão não representa sozinho o voto dos brasileiros no exterior
Embora a vitória de Flávio tenha sido expressiva no Japão, os resultados variaram em outros países. Na Coreia do Sul, Lula venceu por 148 votos contra 82, enquanto na Nova Zelândia o presidente recebeu 418 votos, diante de 121 de Flávio. Na Austrália, Lula também ficou à frente, com 5.290 votos contra 2.934 do candidato do PL.
Essas diferenças mostram que o comportamento eleitoral dos brasileiros que vivem fora do país não é uniforme. Cada comunidade tem sua própria distribuição de votos, e o resultado de um país não deve ser automaticamente generalizado para todos os eleitores no exterior.
Os Estados Unidos e Portugal, os dois maiores colégios eleitorais brasileiros fora do Brasil, também têm peso importante no conjunto da votação internacional.
O que a votação revela
A vitória de Flávio Bolsonaro no Japão evidencia uma preferência eleitoral bastante concentrada no candidato do PL entre os brasileiros que compareceram às urnas naquele país. A diferença de mais de 21 mil votos em relação a Lula e a repetição do resultado do primeiro turno tornam o desempenho um dos destaques da votação brasileira no exterior.
Entretanto, a análise completa exige considerar três fatores: a diferença entre os candidatos, a abstenção elevada e a diversidade dos resultados registrados em outros países.
O dado central é objetivo: no Japão, Flávio Bolsonaro recebeu 80,08% dos votos válidos, contra 19,92% de Lula. A definição de quem venceu a eleição presidencial brasileira, contudo, depende da apuração nacional oficial, e não apenas dos resultados de uma comunidade de eleitores no exterior.