Flotilha ignorou alertas e foi interceptada por Israel no mar

Flotilha ignorou alertas e foi interceptada por Israel no mar

Ativistas, incluindo políticos e Greta Thunberg, desafiaram ordens da Marinha israelense e entraram em área bloqueada rumo a Gaza

Na manhã desta sexta-feira (3), a Marinha de Israel interceptou o último barco da flotilha Global Sumud, que insistia em seguir viagem para Gaza, mesmo após ter sido alertada de que estava prestes a entrar em zona de bloqueio naval. O grupo de ativistas, que dizia transportar ajuda humanitária, foi conduzido em segurança ao porto de Ashdod.

Entre os participantes estavam a ativista Greta Thunberg e a deputada brasileira Luizianne Lins (PT-CE), além de cerca de 500 pessoas em dezenas de embarcações. O governo israelense afirmou que ofereceu alternativas seguras para que a ajuda fosse entregue em Gaza, mas os ativistas recusaram.

Israel reforçou que todos foram avisados com antecedência de que se aproximavam de uma área de conflito ativo, ignoraram os avisos e ainda rejeitaram propostas de encaminhar os suprimentos por canais humanitários previamente estabelecidos.

A interceptação gerou polêmica. Os organizadores acusam Israel de agir de forma ilegal e de tentar silenciar a ação humanitária. Repórteres Sem Fronteiras denunciaram a detenção de jornalistas que estavam a bordo para cobrir a iniciativa.

Mesmo assim, o episódio expõe a contradição da flotilha: tentar forçar passagem em um território bloqueado, após alertas oficiais, colocando centenas de pessoas em risco. A operação durou cerca de 12 horas e terminou com mais de 400 ativistas levados sob custódia.

Israel afirma que não se tratou de repressão, mas de uma ação de segurança necessária para evitar que a área em guerra fosse invadida sem controle.

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